As medidas de controle de importação implementadas por Brasília causaram impacto no governo da presidente Cristina Kirchner e no empresariado em Buenos Aires uma vez que atingem os produtos argentinos exportados para o mercado brasileiro. Entre os produtos afetados estão trigo, farinha, plásticos, autopeças, automóveis, máquinas agrícolas e máquinas ferramentas.

Fontes do governo consultadas pelo Estado estavam divididas. Enquanto algumas minimizavam as medidas, outras afirmavam que estavam "perplexas". Diversas lideranças empresariais estavam em férias e nem tinham conhecimento da medida
No Ministério da Produção, fontes indicaram que as medidas brasileiras "são as licenças prévias, que aqui chamamos de licenças automáticas. Ou seja, são para fins estatísticos. A princípio não teríamos motivos para preocupações, pois nesse caso, concede-se a autorização para importação em 24 horas".

Para Aldo Karagozian, empresário têxtil que integra a diretoria da Fundação Pro-Tejer, o principal lobby do setor na Argentina, "todos os países estão tomando medidas de proteção. As licenças não automáticas existem há tempos. O Brasil as aplica, a Argentina também.Espero que meu país aplique licenças para limitar a entrada de produtos do Brasil".

No entanto, outras fontes governamentais não estavam tão tranquilas. A Argentina é altamente dependente das exportações para o Brasil. Em 2008, o mercado brasileiro absorveu 21% das exportações totais argentinas. Em tempos de crise, uma eventual queda das vendas ao Brasil seria extremamente prejudical para a economia argentina. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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