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Argentina recorre a obras públicas e incentivos contra crise

O governo argentino soma um plano de obras públicas, de 71 bilhões de pesos (20,7 bilhões de dólares), e a expectativa de criar 400.000 postos de trabalho à bateria de incentivos anunciados nas últimas semanas, para prevenir uma desaceleração da economia.

AFP |

O anúncio do "Plano Argentino de Obras Públicas" foi antecipado, em 26 de novembro, para empresários do setor de construção, por parte da presidente Cristina Kirchner, que revelará seu conteúdo nesta segunda-feira de manhã, na residência oficial, pouco antes de viajar para a Cúpula do Mercosul, no Brasil.

A presidente disse que o programa é "o instrumento mais apto para um momento em que uma situação excepcional demanda respostas excepcionais".

Segundo Kirchner, mais do que evitar demissões na construção civil, o plano elevará de 362.000 para 770.000 o número de vagas.

A imprensa local antecipou neste domingo que o programa se concentrará em obras de infra-estrutura, energia e transporte - em alguns casos já anunciadas - e que, em sua maioria, alcançarão seu maior nível de atividade entre 2009 e 2010.

O plano inclui um capítulo de "melhoria do hábitat social", que inclui escolas, hospitais e saneamento básico.

O programa se soma à série de decisões do governo destinadas a amenizar o impacto da crise financeira iniciada nos Estados Unidos.

O Executivo também pretende enviar ao Congresso, nesta segunda, um projeto para reduzir os impostos sobre o salário.

Na quinta-feira, a presidente anunciou a concessão de 500 milhões de pesos (145 milhões de dólares) em créditos para promover o turismo e o consumo, com o objetivo de beneficiar cerca de seis milhões de trabalhadores que usam cartões de débito.

"O que se busca, com essas medidas, é, fundamentalmente, apoiar o consumo. Isso não é uma idéia que apenas nós apoiamos, é algo que está acontecendo em todo o mundo", disse a presidente. "A idéia é incentivar toda a atividade econômica e todas as regiões do país", acrescentou.

Cristina Kirchner já havia anunciado outros incentivos de 3,8 bilhões de dólares para a produção industrial e agrária, consumo e exportações.

Há uma semana, a ministra da Produção, Débora Giorgi, anunciou um plano de financiamento subsidiado da compra do primeiro automóvel, visando a agregar pelo menos 100.000 unidades à demanda e com o compromisso das fábricas do setor de não demitir.

rq/tt

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