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Argentina pode fabricar equipamentos para o pré-sal

A indústria naval da Argentina poderá fornecer equipamentos e embarcações para a exploração de petróleo na camada pré-sal. O acerto consumiu boa parte das conversas de ontem entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e a argentina Cristina Kirchner, no Palácio do Planalto.

Agência Estado |

 

Em dez dias, a Casa Rosada deve encaminhar ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior um estudo sobre a capacidade de produção dos estaleiros argentinos e a necessidade de investimento para sua modernização.

O objetivo é integrar a produção naval dos dois países e estimular investimentos de lado a lado para garantir o fornecimento de parte dos equipamentos necessários para a exploração no pré-sal.

"A Argentina pode e deve participar da construção da grande infra-estrutura necessária à exploração do petróleo brasileiro na camada pré-sal", discursou Lula no almoço oferecido a Cristina no Itamaraty. "A Petrobrás está fazendo uma grande encomenda de navios-petroleiros, sondas, plataformas, e o presidente Lula deseja que a Argentina, na medida do possível, participe desse esforço oferecendo seus serviços técnicos para operar no pré-sal, no futuro", disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Nesse terceiro encontro entre Lula e Cristina neste ano, o plano de cooperação em 17 projetos, traçado em fevereiro, avançou. Os governos decidiram encurtar o prazo para a conclusão de estudos sobre a construção da hidrelétrica binacional de Garabi, na fronteira, de 30 para 24 meses. Também avançou o projeto de licitações conjuntas para obras de pontes sobre o Rio Uruguai, no segundo semestre de 2009. No dia 31 de outubro, será aberta a licitação para estudos de viabilidade.

Segundo o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, Lula e Cristina discutiram o aprofundamento da cooperação entre Brasil e Argentina em outros segmentos industriais. Mas não tocaram na questão mais espinhosa: a divergência em relação ao acordo de liberalização do setor na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio. O chanceler argentino, Jorge Taiana, disse a jornalistas que a proposta de compensação do governo brasileiro pela abertura do setor "não será suficiente" e indicou que a Argentina não se animará a seguir o Brasil nas negociações.

Cristina, entretanto, rechaçou as críticas à relação bilateral e, especialmente, às versões de que o Brasil estaria comprando a indústria de seu país. Nos últimos quatro anos os investimentos brasileiros no setor produtivo da Argentina somou US$ 10,714 bilhões - mais da metade no setor industrial.

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