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Argentina lança pacote de US$ 3,8 bi

A presidente Cristina Kirchner anunciou ontem um pacote de socorro para os setores automotivo e agrícola, intensamente atingidos pela crise internacional, que também estão sofrendo o desaquecimento que a própria economia argentina registra desde o primeiro semestre deste ano. Por este motivo, para driblar os efeitos da crise, a presidente anunciou que o governo destinará US$ 3,8 bilhões para incentivar a produção, investimento e consumo.

Agência Estado |

O dinheiro será destinado ao financiamento de exportações de produtos agrícolas, a empréstimos para a indústria, a compra de automóveis e eletrodomésticos, e a pequenas e médias empresas exportadoras.

Segundo a presidente o governo financiará parte deste plano de estímulo com os fundos obtidos por meio da recentemente aprovada reestatização das aposentadorias privadas. Cristina destacou que as empresas terão que manter seu atual número de trabalhadores. Aquelas que não respeitarem essa norma, não terão acesso a este plano de financiamento.

Do total do pacote de estímulo, US$ 911 milhões serão destinados para o setor automotivo. O Plano Zero Quilômetro do governo é o de colaborar na venda de 100 mil veículos para pessoas que nunca antes possuíram um automóvel. Outros US$ 191 milhões serão colocados para financiar a compra de utilitários e caminhões. "Este acordo será discutido com cada montadora", explicou Cristina Kirchner.

A presidente anunciou que concederá US$ 500 milhões para o financiamento do setor agrícola. Além disso, ordenou uma redução cinco pontos porcentuais nos impostos aplicados sobre as exportações de milho e trigo. Desta forma, os tributos são reduzidos para 23% para o trigo e para 20% para o milho. Cristina explicou que, por cada milhão de tonelada de aumento na produção de cada um desses dois produtos, o governo reduzirá os impostos de exportação em um ponto percentual.

Outros US$ 882 milhões serão destinados para pequenas e médias empresas que exportam. O setor industrial receberá US$ 367 milhões para financiar exportações e capital de giro.

Além disso, o governo colocará US$ 1,02 bilhão em empréstimos para o consumo, orientado para produtos de linha branca. A idéia, segundo a presidente, é conceder um total de 700 mil créditos - de no máximo US$ 1.470 cada um - para os consumidores.

Cristina - perante um auditório coalhado de governadores das províncias, parlamentares, altos executivos das empresas instaladas na Argentina, líderes sindicalistas - elogiou seu próprio governo e o de seu marido e antecessor e ex-presidente Néstor Kirchner, ao ressaltar o crescimento da última meia década. Mas, lamentou que essa prosperidade foi atrapalhada pela crise internacional: "O mundo complicou a vida dos argentinos!"

A presidente criticou as lideranças da oposição e economistas que afirmam que na Argentina a crise é pior que em outros países. "Que coisa, hein! Os argentinos sempre querem ser os primeiros nos rankings...agora, tem uns que querem que a maior crise seja aqui!", ironizou.

Os industriais elogiaram as medidas do governo. Mas, os agricultores ressaltaram que este pacote não é suficiente para o setor ruralista.

Há uma semana o governo argentino anunciou uma série de medidas que incluiu, entre outros pontos, um plano de estímulo à repatriação de capitais, anistia tributária, além de vantagens trabalhistas para empresários.

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