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Argentina investiga negócios da Siemens durante Governo dos Kirchner

Buenos Aires, 9 ago (EFE).- Um juiz de Buenos Aires abriu uma investigação para determinar se o suposto pagamento de subornos da empresa alemã Siemens na Argentina também aconteceu durante os Governos de Néstor Kirchner e da presidente Cristina Fernández.

EFE |

Segundo a imprensa local, o processo foi iniciado a partir da denúncia de um advogado no momento em que a Justiça da Alemanha tenta estabelecer se houve pagamentos ilegais da Siemens durante as gestões presidenciais de Carlos Menem (1989-1999) e Fernando de la Rúa (1999-2001).

O advogado Ricardo Monner Sans pediu ao juiz federal Ariel Lijouma "severa investigação penal" tanto sobre funcionários do Governo Kirchner (2003-2007) e de Cristina - no poder desde dezembro de 2007 - quanto sobre autoridades da empresa que desempenharam funções no país nos últimos cinco anos.

A Justiça investiga desde 2004 a possível existência de sobrepreço no contrato assinado em 1998 entre a Siemens e o Governo argentino para o fornecimento de sistemas digitalizados de controle de passaportes e documentos de identidade.

Segundo o jornal "La Nación", a deputada Patricia Bullrich, da Coalizão Cívica, pedirá na próxima semana ao Parlamento que seja criada uma comissão investigadora sobre os negócios da Siemens na Argentina de 1998 até hoje.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa alemã, há documentos que reforçam as suspeitas de que o próprio Menem foi beneficiado com subornos supostamente pagos pela Siemens.

A existência de um manuscrito sobre uma conversa mantida entre colaboradores da empresa alemã e seus interlocutores em Buenos Aires poderia confirmar tais suspeitas e foi divulgada pela revista alemã "Der Spiegel".

As investigações da Justiça alemã relacionadas à Argentina são centradas nos supostos pagamentos irregulares para o contrato milionário assinado em 1998 pela Siemens com o Governo de Menem.

Em 2001, De la Rúa, então presidente do país, cancelou o contrato e disse que a administração anterior recebera pagamentos indevidos, o que levou a companhia a processar o Governo de Buenos Aires por descumprimento.

No entanto, informações que serão publicadas na próxima segunda-feira pela "Der Spiegel" indicam que as suspeitas poderiam afetar também De la Rúa. EFE hd/fh/rr

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