O governo argentino anunciou nesta segunda-feira que investirá cerca de 32 bilhões de dólares, 12 bilhões a mais do que já havia antecipado em rodovias, escolas, hospitais, habitação e saneamento, para enfrentar a crise global, que se originou nos Estados Unidos.

Do investimento total de 111.000 bilhões de pesos (32 bilhões de dólares), cerca de 57 bilhões serão aplicados em 2009, informou a presidente Cristina Kirchner em uma solenidade na residência oficial de Olivos, na presença de ministros, governadores e parlamentares.

Segundo a presidente, o plano de investimentos, batizado de "obras para todos os argentinos", não só evitará demissões na construção civil, mas ampliará de 450.000 a 780.000 o número de empregos.

A chefe de Estado também anunciou a concessão de um bônus de 200 pesos (60 dólares) antes do Natal aos cinco milhões de aposentados e pensionistas.

O governo também lançou outras medidas, tais como um projeto de lei de repatriação e legalização depósitos não declarados oficialmente, cujo montante é estimado entre 100 e 120 bilhões de dólares.

Outros empreendimentos também estão em andamento. Para obras públicas foram destinados 21 bilhões de dólares e créditos de 4 (quatro) bilhões a taxas mais brandas para a produção industrial, agrária, consumo, exportações e turismo.

Os investimentos de 2009 em obras públicas virão do orçamento do estado, de novos créditos dos organismos multilaterais e do estatal Banco Nación, além de empréstimos feitos junto ao brasileiro BNDES e do dinheiro proveniente da Administração Nacional de Seguridade Social (Anses).

O plano "obras para todos os argentinos", que se estenderá até fins de 2011, será executado mediante licitações com preço fixado e prazo máximo de realização para permitir a participação de pequenas e médias empresas.

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