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Argentina intervém em transportadora de gás após calote da empresa

O governo argentino fará uma intervenção de 120 dias na empresa Transportadora Gás do Norte (TGN), que na semana passada suspendeu o pagamento de sua dívida em dólares no valor de US$ 22,5 milhões, anunciou nesta segunda-feira o ministro do Planejamento, Julio De Vido.

AFP |

A TGN opera uma rede de quase 5.800 quilômetros de gasodutos e 17 usinas compressoras, segundo o site da empresa.

Além disso, a TGN transporta gás natural por gasodutos de alta pressão no centro e no norte da Argentina e abastece oito das nove distribuidoras e várias geradoras elétricas e indústrias de 14 províncias, através de seus dois gasodutos troncais, o Norte e o Centro Oeste.

A empresa também leva gás para o sul do Brasil, para o centro e o norte do Chile e para o oeste do Uruguai.

A TGN atribui suas dificuldades financeiras ao congelamento das tarifas domésticas desde 1999, ao aumento dos custos operacionais e salariais e ao corte das exportações de gás para Chile e Brasil, depois que o governo decidiu priorizar a demanda demanda energética local.

A intervenção tem como objetivo "inspecionar e fiscalizar principalmente as condições de prestação de serviços públicos de gás natural, para que sejam seguras e confiáveis", explicou o ministro em uma entrevista coletiva no Ministério da Economia.

"A decisão de suspender os pagamentos (de sua dívida) estava comprometendo o serviço", afirmou De Vido.

Na terça-feira passada, a TGN informou à Bolsa de Comércio de Buenos Aires, onde tem 20% de suas ações cotadas, que não tinha como pagar os 22,5 milhões de dólares de capital e juros que vencem no dia 31 de dezembro.

Roberto Pons, técnico da União Industrial Argentina (UIA), foi escolhido pelo governo para atuar como interventor na empresa, criada em dezembro de 1992 como uma das duas transportadoras de gás do país, depois da privatização da companhia Gás do Estado.

Em agosto de 2006, a TGN havia reestruturado sua dívida total de 345 milhões de dólares, mas agora decidiu anunciar que não pode mais cumprir com os compromissos negociados.

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