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Argentina interrompe exportação de carne para conter preços locais

Buenos Aires, 16 - O governo da Argentina interrompeu hoje as exportações de carne bovina, diante do salto dos preços locais, e está conversando com produtores para chegar a um novo acordo sobre o tema. A Argentina vem limitando as exportações de carnes desde dezembro, mas apertou as restrições para todos os embarques, exceto aqueles ligados à Cota Hilton para a União Europeia, segundo fontes do mercado.

Agência Estado |

A Cota Hilton permite que a Argentina exporte 28 mil toneladas de carne de alta qualidade para a Europa a cada ano, com tarifas bem mais baixas.

Nesta terça-feira, os principais exportadores foram convocados para se reunir com o secretário de Comércio Doméstico, Guillermo Moreno, principal autoridade do governo para o controle dos preços. Segundo um executivo envolvido nas conversas, o governo argentino está considerando reabrir as exportações para outros cortes de alta qualidade, se houver um acordo para os preços.

Desde 2006, o governo vem periodicamente interrompendo as exportações para pressionar os produtores a aumentar a oferta doméstica e derrubar os preços. Mas as carnes já tiveram alta de 40% neste ano, por conta da oferta local apertada (a seca e a intervenção do governo nos mercados de gado haviam estimulado os produtores a abater mais e reduzir os rebanhos).

Os fazendeiros reclamam que os limites de exportação atrapalham a produção. O presidente da Sociedade Rural Argentina, Hugo Biolcati, afirmou em programa de rádio que "há muita teimosia e uma visão estreita" por parte do governo. "Isso já foi feito em 2006 e não funcionou."

No ano passado, a produção de carnes aumentou, na medida em que os produtores limparam os pastos e tiraram gado do mercado. A produção ano passado totalizou 3,54 milhões de toneladas, 10% a mais do que os recordes anteriores, estabelecidos em 1978 e 2007, de acordo com a Câmara da Indústria da Carne da Argentina (Ciccra).

Os efeitos da redução dos rebanhos nos últimos anos só estão sendo percebidos agora, pois o ciclo de produção tem cerca de dois anos. Será necessário tempo igual para recuperar o tamanho do rebanho, de modo que a expectativa é de oferta apertada ao longo de 2010 e também em 2011, segundo a Ciccra. As informações são da Dow Jones.

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