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Argentina injeta 3,86 bilhões de dólares na economia para combater crise

A presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta quinta-feira que seu governo injetará 13,2 bilhões de pesos (3,86 bilhões de dólares) em um pacote de incentivos para a produção industrial e agrária, para o consumo, e para as exportações, para minorar os efeitos da crisis global.

AFP |

"Vamos destinar 13,2 bilhões de pesos através de diferentes instrumentos, alguns destinados a melhorar a oferta, o capital de giro e o pré-financiamento das exportações, e outros destinados a sustentar o consumo", disse Kirchner durante um ato em sua residência de Olivos (periferia norte).

O plano inclui um fundo de 3,1 bilhões de pesos para o setor automotivo, um dos pilares do crescimento econômico anual de quase 9% da última meia década, que foi afetado pela contração da venda de veículos, como conseqüência da crise financeira mundial.

A produção de veículos caiu 28,1% em novembro em relação ao mesmo mês do ano passado. As exportações, por sua vez, caíram 24,6% no mesmo período, segundo dados da Associação de Fábricas de Automóveis (Adefa).

O dinheiro servirá para financiar pequenos créditos, que beneficiarão aqueles que o utilizarem para comprar seu primeiro carro zero quilômetro, indicou a presidente, exigindo que os empresários reduzam suas margens de rentabilidade para minorra os efeitos da crise no país.

Ao todo, 1,7 bilhão de pesos serão usados para financiar as exportações do setor agrário, principalmente no caso de pequenas economias regionais, como acontece com a produção de morangos e alho, por exemplo.

Além disso, Kirchner anunciou uma redução de 5% nas alíquotas das exportações de milho e trigo, gãos dos quais a Argentina é, respectivamente, o segundo e o quarto maior exportador do mundo.

A presidente disse ainda que pretende implementar uma redução de mais um ponto percentual da alíquota de exportação dos dois grãos para cada um milhão de toneladas a mais produzidas na próxima safra.

O pacote se completa com 3,5 bilhões de pesos, destinados a empréstimos para o consumo de eletrodomésticos; 1,25 bilhão de pesos para incentivar outros setores industriais e 3 bilhões para as pequenas e médias empresas.

lt/ap

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