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Argentina faz novo aporte de US$17,5 mi para a Aerolíneas

BUENOS AIRES (Reuters) - O governo da Argentina realizou um novo aporte financeiro para garantir o funcionamento da Aerolíneas Argentinas, disse uma fonte oficial na quarta-feira, enquanto a Justiça decide se intervém na empresa controlada pelo grupo espanhol Marsans. A fonte disse à Reuters que o governo injetou 54 milhões de pesos (17,5 milhões de dólares) para a manutenção das aeronaves e compra de combustível. Recentemente, haviam sido destinados outros 50 milhões de pesos para o pagamento de salários atrasados e outros gastos.

Reuters |

A Marsans já decidiu vender a empresa ao governo, disse nesta semana em Madri uma fonte próxima à negociação. As autoridades, por sua vez, já deram sinais de que há interesse, mas ainda não confirmaram a transação.

A dívida da empresa atinge 890 milhões de dólares. Os sindicatos e a Secretaria de Transporte solicitaram na semana passada que a Justiça intervenha na companhia.

O secretário de Transporte, Ricardo Jaime, disse na quarta-feira a uma rádio que, sem os aportes feitos pelo governo, a Aerolíneas e sua subsidiária Austral já estariam paradas.

'Esperamos que o juiz tome algum grau de intervenção ou alguma medida que possibilite reverter isso', afirmou. 'Estamos discutindo qual vai ser a atitude tomada pelo grupo Marsans.

Nós não vamos permitir que se paralise a linha de bandeira, nem a Austral.'

A Marsans comprou 95 por cento das ações da empresa em 2001, quando a Aerolíneas estava à beira da falência. Os demais 5 por cento estão nas mãos do Estado. No caso da Austral, o grupo Marsans tem controle total.

Ambas as empresas possuem 80 por cento do mercado doméstico, no qual também opera a chilena LAN.

Nos últimos meses, a Aerolíneas sofre atrasos e cancelamento de vôos, o que provoca queixas dos passageiros.

A eventual compra da empresa ampliaria o rol das estatizações ocorrida na Argentina desde 2003, começo do governo de Néstor Kirchner, substituído em dezembro por sua esposa, Cristina.

O governo já opera uma linha ferroviária interurbana, o serviço de água potável da região mais populosa do país, a empresa que administra o espaço radioelétrico e os correios.

Em maio, a Marsans alcançou um princípio de acordo para a venda da Aerolíneas a um empresário local, mas o negócio não prosperou.

(Reportagem de Lucas Bergman)

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