O Mercosul está rachado e deixa isso claro à comunidade internacional. Ontem, a Argentina abriu fogo contra o Brasil e disse que a posição do Itamaraty nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) pode ameaçar o Mercosul e causar dano ao bloco.

Sozinho, o país apresentou um documento ontem aos 150 países da OMC, no qual diz que não vai aceitar liberalização comercial nem seguirá a recomendação dos líderes mundiais de abrir os mercados por causa da crise.

A posição contrasta com a do Brasil, disposto a fazer cortes mais profundos nas tarifas para produtos industrializados dos países ricos. Na avaliação do Itamaraty, as concessões terão de ser feitas para haver um acordo final. “O Mercosul precisa chegar a uma posição comum”, diz o embaixador Nestor Stancanelli, negociador-chefe da Argentina na OMC.

Pelas regras, o Mercosul precisa apresentar uma proposta comum de cortes de tarifas na OMC. Mas o bloco está distante de um entendimento. “Não estamos propondo isso em nome de todos. Mas é o que a Argentina acredita ser o melhor para o Brasil”, afirmou Stancanelli. Diplomatas confirmam que o alerta da Argentina é de que a posição do Itamaraty nas negociações pode pôr em risco a tarifa comum do bloco. “A união aduaneira é prioridade para a Argentina”, disse Stancanelli. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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