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Argentina diz que texto sobre indústria na OMC não é base para negociação

Genebra, 24 jul (EFE) - A Argentina considerou hoje que o texto em função do qual é debatida na Organização Mundial do Comércio (OMC) a abertura dos mercados industriais não é uma base para esta negociação, pois exclui os interesses de todo um grupo de países.

EFE |

A declaração foi feita à Agência Efe pelo vice-secretário-geral de Negociações Comerciais Internacionais da Chancelaria Argentina, Nestor Stancanelli, que acrescentou que os ministros têm capacidade política para mudar o documento e rejeitou que isso pudesse implicar um atraso nas negociações.

"Isso poderia ser resolvido em 24 horas", destacou, para depois reiterar que é uma questão que depende da vontade política.

Stancanelli faz parte da delegação que acompanha o ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, em reunião realizada desde segunda-feira na OMC para evitar o fracasso da Rodada de Doha, com a qual se tenta uma maior liberalização do comércio mundial.

A Agricultura e a abertura industrial constituem o coração deste processo.

A Argentina faz parte, na OMC, de uma coalizão de dez países que mantêm posições muito defensivas na negociação industrial e que reivindicam garantias de que os cortes aplicados às nações em desenvolvimento serão menores que no caso dos países ricos.

Essa dezena de nações -entre as quais também se encontram África do Sul, Índia, Tunísia e Turquia- coloca igualmente o maior número de exceções possíveis (exclusão de produtos) na aplicação dos cortes tarifários.

No entanto, o funcionário argentino sustentou que o texto de negociação não reflete em nada as reivindicações desses países, que obtiveram certo desenvolvimento industrial e que acreditam que uma abertura drástica poderia prejudicar suas ainda frágeis indústrias.

EFE is/db

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