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Argentina destina US$ 9 bilhões para evitar demissões no setor automotivo

O governo argentino anuncio neste sábado a concessão de 9 bilhões de dólares para financiar a compra de automóveis novos com o objetivo de revigorar a demanda e frear a onda de demissões num dos setores mais afetados pela crise econômica mundial.

AFP |

O plano financia a compra do primeiro automóvel novo e visa a acrescentar cerca de 100.000 unidades à atual demanda, segundo informou a ministra da Produção, Débora Giorgi, ao fazer o anúncio na Casa Rosada.

"Buscamos impulsionar uma redistribuição de fundos para que deixem de se orientar para a especulação financeira e possam sustentar o nível de atividade econômica e a manutenção do emprego num setor vital para a economia", afirmou.

O plano compreende 12 modelos de carros populares, dois de cada uma das principais montadoras estabelecidas no país, por valores que não superam os 31.000 pesos (9.100 dólares) e com um financiamento de até 60 meses, a uma taxa cujo valor surgirá por licitação com base em 11% anual.

O anúncio também pretende proporcionar uma rede de segurança ao emprego de um setor que dá trabalho a 150.000 pessoas e exporta cerca de 8 bilhões de dólares anuales, quase 36% do total das vendas para o exterior de bens industriais.

Como contrapartida, os fabricantes se comprometeram em não realizar demissões depois da ocorrência de férias coletivas, reduções de horas extras e eliminação de turnos de trabalho que afetaram milhares de trabalhadores, segundo denúncias de fontes sindicais.

Esta injeção de fundos servirá para revitalizar o setor, que acusou uma baixa de 9,7% em suas vendas durante outubro passado em relação ao mês anterior e uma queda interanual de 3,9% .

Os fundos serão proporcionados pelo sistema estatal de aposentadorias e pensões (ANSES), que acaba de absorver as contribuiçoes do recentemente estatitizado sistema de previdência privada, segundo indicou o titular do ANSES, Amado Boudou, durante a coletiva na sede governamental.

Para o atual acordo, os fabricantes aceitaram reduzir em 10% seus lucros e as concessionárias os reduziram em 4,5%.

Além do compromisso de manter o plantel de empregados, outro requisito para que as empresas participem do plano será a regularização de todos os contratos de trabalho.

"Sem um mercado trabalhista formalizado e emprego registrado não pode haver segurança social sustentável", afirmou Boudou.

Por ora o plano deixa de fora a compra de veículos pesados, caminhões, utilitários e de carga.

Segundo Giorgi, durante a próxima semana serão anunciados planos similares para reativar a demanda no setor do coouro, lã, madeira e produtos de economias regionais em um pacote global que visa a preservar 1,5 milhão de postos de trabalho.

sa/jb/cn

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