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Argentina culpa Petrobras e Shell por desabastecimento

Buenos Aires, 10 mar (EFE).- O Governo argentino acusou a Petrobras e a anglo-holandesa Shell de refinar menos petróleo, causando o desabastecimento no mercado local, onde motoristas têm grande dificuldade para conseguir combustíveis.

EFE |

O ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, afirmou hoje que "Shell e Petrobras diminuíram o refino de petróleo para desprover o mercado e obrigar" a companhia petrolífera YPF, controlada pelo grupo espanhol Repsol, "a subir seus preços".

O Governo Argentino informou em sua página na internet que não descarta "regular as exportações de hidrocarbonetos e manifestar preocupação à embaixada do Brasil pela conduta adotada pela Petrobras".

Vido disse que, com o desabastecimento, começou uma "campanha midiática" com o objetivo de "criar incerteza" entre os consumidores, que comparecem "maciçamente aos postos de gasolina, o que ocasiona maiores complicações".

"Não existe falta de capacidade instalada, mas, há uma decisão por parte dessas empresas de refinar menos petróleo para causar este cenário de desabastecimento", assegurou o ministro.

Segundo Vido, a YPF, como empresa com participação de capitais argentinos (grupo Petersen), mantém um "preço testemunha" dos combustíveis no mercado doméstico.

Segundo o ministro, Shell e Petrobras, com uma "atitude irresponsável", buscam alterar as condições do mercado, "o que vai fazer com que os consumidores paguem preços mais altos".

"O Estado vai intervir, para que as empresas utilizem suas instalações com a máxima capacidade", assegurou.

Após as declarações de Vido, o presidente da filial argentina da Shell, Juan José Aranguren, vinculou o desabastecimento com uma política de preços baixos impulsionada pelo Governo nos últimos sete anos, em declarações à imprensa local.

O empresário considerou que na Argentina há uma "concentração" do mercado, e por isso se deve "determinar se os motivos foram por uma determinada política de preços que fez com que a concorrência deixasse as posições que antes tinha tomado".

Por sua parte, o diretor-geral executivo da Petrobras na Argentina, Décio Fabricio Oddone da Costa, se comprometeu perante o subsecretário de Coordenação e Controle de Gestão do Ministério do Planejamento argentino, Roberto Baratta, a elevar ao máximo sua capacidade de refino. EFE nk/fm

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