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Argentina critica congelamento de fundos de pensão por juiz dos EUA

O governo argentino criticou nesta sexta-feira a decisão de um juiz de Nova York de congelar em bancos dos Estados Unidos depósitos no valor de US$ 553 milhões de fundos privados de pensão, cuja estatização está sendo debatida no Parlamento.

AFP |

"Os ativos embargados não são do Estado argentino, mas das administradoras (privadas de pensões), e são elas que devem defender estes ativos", disse à imprensa Sergio Chodos, gerente do organismo governamental que supervisiona os fundos.

A ação apresentada ao juiz Thomas Griesa, da Corte Federal de Nova York, foi aberta por advogados de um dos chamados "fundos especulativos", formados por investimentos de risco em países que estavam à beira do 'default' nos anos 90.

As pessoas que entraram com a ação integram um reduzido grupo que rejeitou a troca da dívida pública argentina de 2005.

No total, os possuidores de bônus rebeldes, inclusive bancos e fundos de investimentos, têm em seu poder títulos no valor de US$ 30 bilhões.

A decisão do juiz americano foi tomada após o anúncio da presidente Cristina Kirchner em 21 de outubro passado de estatizar as aposentadorias privadas, ameaçadas de quebra pela queda de rentabilidade que sofreram seus fundos, no contexto atual de crise financeira internacional.

O Parlamento argentino discute um projeto de lei enviado pelo governo para estatizar as pensões, que se for aprovado significará a transferência ao Estado de 80 bilhões de pesos (23,6 bilhões de dólares), que é o volume que administraram os dez fundos privados de pensão.

As administradoras privadas de pensão têm mais de 4,9 bilhões de pesos em investimentos no exterior, o que representa 5,72% de seus ativos, segundo dados oficiais.

O governo pediu dias atrás a estes fundos que repatriem cerca de US$ 544 milhões investidores no Brasil, para estatizar o mercado interno de capitais, afetado pela crise financeira global e o projeto de estatização.

lt/dm/lm

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