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Argentina anuncia recursos para cobrir perdas com seca

Buenos Aires, 22 - O governo argentino anunciou hoje a redução das alíquotas dos impostos de exportações chamados de retenciones (retenções, em português) para frutas e hortaliças, além de confirmar medida similar para o milho e trigo, que já havia sido adiantada na semana passada. O governo calcula que o impacto da medida para os grandes produtores será de redução de 1% no imposto, enquanto para os médios será de 2%, e para os pequenos, de 5%.

Agência Estado |

O anúncio foi feito pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, durante solenidade na residência oficial de Olivos. "A redução será proporcional a cada milhão de tonelada de milho e de trigo fixada", detalhou em referência aos pisos pelos quais, os descontos serão calculados. Para cada milhão de toneladas que exceda aos pisos fixados, de 13 milhões para o trigo e 15 milhões para a milho, os grandes produtores se beneficiarão com uma redução de um ponto nas retenciones, os médios com dois, e os pequenos com cinco. No caso do milho, será considerado grande, o produtor que produzir mais de 5 mil toneladas, enquanto que o médio será quem produzir entre um mil a cinco mil. Já o pequeno entrará na faixa de produção de até mil toneladas.

Para o trigo, será considerado grande quem produzir mais de 2.500 toneladas. Para o governo, o médio produtor é aquele que produz entre 501 a 2.500 mil, enquanto que o pequeno produz até 500 toneladas. Cristina também disse que a partir de amanhã, "o desconto de 17,5% para o trigo e de 20% para o milho nas retenções será efetivado".

Bovinos - A presidente informou ainda que "serão implantados cinco projetos de confinamento de bovinos, cada um com capacidade para 40 mil animais, que irão produzir 100 mil toneladas de carne, que serão destinadas totalmente à exportação. Segundo ela, "os frigoríficos vão fazer a logística para esta produção e vamos iniciar conversações com os governadores para ver quem oferece melhores condições para implantar os projetos". Cristina insistiu em mandar seu recado às províncias: "sendo assim, senhores governadores, afiem os lápis porque vamos pedir-lhes a contribuição da terra".

Os produtores argentinos prejudicados com a seca que assola o país receberão ajuda do governo. A presidente anunciou ainda a liberação de 230 milhões de pesos (cerca de R$ 162 milhões) entre dezembro e janeiro. Para os produtores de frutas frescas e hortaliças, Cristina anunciou uma redução de 50% das retenciones.

O pacote de medidas para o setor rural também incluiu benefícios para os trabalhadores. A jornada de trabalho foi estabelecida em 48 horas semanais, pagando as horas adicionais como extra. Cristina disse ainda que seu governo vai elaborar um projeto para modificar a lei de arrendamento da terra, o qual "vai contemplar todos os interesses e preservará o setor agropecuário como um dos mais competitivos da economia argentina".

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