A presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta segunda-feira medidas para aumentar a exportação de carne bovina e benefícios fiscais para produtores de frutas frescas e hortaliças, que se somam ao plano para amenizar os efeitos da crise financeira global.

Uma das medidas anunciadas na residência de Olivos, periferia norte de Buenos Aires, é a construção de cinco currais de engorda intensiva de cerca de 200.000 bezerros que permitirão a produção de pelo menos 100.000 toneladas de carne bovina por ano, cujo destino será a exportação, disse Kirchner.

A presidente também anunciou uma redução de 50% nas alíquotas de impostos para as exportações de frutas frescas e hortaliças que, segundo ela, beneficiarão mais de 120.000 produtores do nordeste e do noroeste da Argentina, uma potência agroexportadora com capacidade para alimentar 300 milhões de pessoas.

Kirchner lançou benefícios fiscais para produtores de milho e trigo, grãos nos quais a Argentina é segundo e quarto exportador mundial, respectivamente. Esses benefícios devem ter maior impacto entre os pequenos agricultores, mas serão efetivos apenas com o aumento da superfície cultivada.

"O projeto busca incentivar o cultivo de trigo e milho, que sofreram uma redução da área cultivada de 20% e 10% (respectivamente), enquanto que a soja aumentou a superfície de cultivo", declarou a presidente, após o ato.

Este ano, o governo Kirchner enfrentou uma dura batalha de quatro meses com os produtores agropecuários, liderada pelo setor de soja, ao tentar aumentar os impostos sobre as exportações de grãos. O conflito terminou quando o Parlamento enterrou a iniciativa.

As medidas foram consideradas insuficientes pela liderança rural, que voltou a reclamar da falta de uma política oficial para o setor.

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