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Argentina age para preservar emprego no país diante de crise

Buenos Aires, 24 out (EFE).- O Governo argentino começou hoje uma rodada de reuniões com setores empresariais para preservar o emprego perante o impacto da crise financeira mundial, enquanto foram cessadas, ou pelo menos adiadas, as demissões em uma instalação da General Motors (GM).

EFE |

A montadora americana tinha anunciado o corte de 435 empregados, 20% do total de seus funcionários de sua fábrica da província de Santa Fé, alegando contenção de gastos devido à forte queda em suas vendas.

Porém, se viu obrigada hoje a reincorporá-los, devido a um auto de "conciliação obrigatória" ditado pelo Ministério do Trabalho de Santa Fé pelo prazo de 15 dias úteis, ou seja, até meados de novembro próximo.

Calcula-se que os problemas trabalhistas provocados pelo impacto da crise financeira mundial provocaram a suspensão ou demissão de cerca de 80 mil trabalhadores argentinos, a maioria das indústrias alimentícia e de construção.

O ministro do Trabalho, Carlos Tomada, recebeu hoje diretores das câmaras de comércio, a fim de analisar a situação e evitar uma onda de demissões nos setores.

"Perante um pedido expresso de Tomada, nos comprometemos fazer pressão junto às empresas para que não despeçam pessoal", informou à imprensa o presidente da mercantil Came, Osvaldo Cornide, depois de esclarecer que essa câmara "não pode impor nada" a seus filiados.

Cornide assinalou que a situação do comércio "é complicada" por "uma baixa generalizada das vendas" frente "ao crescimento da concorrência externa de importação de mercadorias do Brasil e do sudeste asiático, além do corte no crédito bancário".

Já a Câmara Argentina de Comércio expressou hoje que "acompanha os esforços realizados para manter os níveis de ocupação".

Para impedir a demissão de trabalhadores "se deve dar privilégio a todas as possibilidades e vias de diálogo e acordo entre autoridades, setores sindicais e empresários, sem que seja necessário agregar novas normas legais nesta matéria", ressaltou em comunicado.

A câmara defendeu, além disso, "a necessidade de que os setores sindicais posterguem as exigências de novos aumentos ou pagamentos adicionais, somas especiais sobre as acordadas nos últimos meses ou a redução da jornada de trabalho". EFE alm/rr

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