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O ministro argelino do Petróleo e Minas, Chakib Khelil, afirmou neste sábado, ao chegar a Viena, que vai defender um corte na produção da OPEP na reunião do cartel no domingo.

Perguntado por jornalistas sobre se defenderia um corte na produção da OPEP, Khelil respondeu: "Sim, eu gostaria".

Khelil afirmou que "o mercado já absorveu" a idéia de uma redução da oferta e, por isto, é preciso tomar uma decisão neste sentido.

Consultado sobre se seu país prefere que a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) exija um maior respeito aos cortes decididos em dezembro passado ou adote novas restrições à produção, o ministro respondeu: "Os dois".

A Opep decidiu em dezembro reduzir sua oferta em 4,2 milhões de barris diários (b/d) sobre os níveis de setembro, para um total de 24,84 milhões de b/d.

O cartel estima que o corte foi observado em 80%, um nível historicamente elevado, mas vários membros da OPEP - entre eles Arábia Saudita, líder de fato do grupo - exigem o cumprimento estrito das cotas.

"Gostaríamos que o cumprimento (das cotas oficiais) fosse o mais elevado possível; já está acima dos 80%, mas pode ser melhor", disse hoje o ministro saudita do Petróleo, AlI al Naimi, ao chegar a Viena.

A posição da Arábia Saudita é defendida por vários membros do cartel, que desejam recuperar o valor do ouro negro, que já caiu mais de 100 dólares desde junho passado.

O ministro da Energia do Qatar, Abdullah al Attiyah, estimou que a OPEP deve cumprir totalmente com os cortes previstos antes de fazer novos ajustes.

"Não vou propor qualquer novo corte antes de cumprirmos o que já temos. Se estamos em 80%, isto significa que ainda há 800 mil barris além da cota".

lbc/LR

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