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Áreas terrestres têm baixo retorno

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de realizar um leilão somente em áreas terrestres este ano dividiu analistas, especialistas do setor e executivos de empresas que atuam no Brasil. Por um lado, a decisão pareceu boa por dar continuidade ao processo de concessão.

Agência Estado |

Mas, por outro lado, a decisão foi um balde de água fria para as grandes empresas que depositavam suas últimas esperanças de atratividade desse leilão na possibilidade de blocos ofertados em águas rasas.

"São áreas de alto risco e isso envolve a necessidade de grandes investimentos. Mas as empresas grandes não vão entrar nisso, porque não têm perspectiva de grande retorno nessas áreas. E as pequenas não têm cacife", disse Wagner Freire, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes (Abpip).

Ainda segundo ele, o contínuo contingenciamento dos recursos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) impediu que a reguladora fizesse novos levantamentos sísmicos nessas áreas, o que permitiria deixá-las mais atrativas. "Hoje não há áreas em terra tão atrativas para completar esse número de mais de 170 blocos", disse.

O analista Nelson Rodrigues de Mattos, do Banco do Brasil, faz coro ao empresário. "As reservas em potencial no Brasil estão no mar. Em terra, só há pequenos reservatórios e campos maduros que já perderam interesse para a Petrobrás por terem entrado em declínio de produção", disse.

"O pré-sal atinge também águas rasas, como acontece em Jubarte. E como essas áreas de pré-sal serão tratadas ainda está em discussão. Não dava para adiar a decisão de realizar a 10ª Rodada para depois da Comissão Interministerial porque senão não haveria tempo para realizar o leilão este ano. O momento é de indefinição", afirmou.

Para outro executivo do setor, o CNPE apenas contornou a situação crítica que havia se instalado com a indefinição sobre a realização do leilão. "Me parece uma decisão paliativa, apenas para evitar as críticas de que não haveria uma rodada este ano", disse um alto executivo de empresa estrangeira que atua no País. "Com a oferta dessas áreas, só entram no leilão a Petrobrás e empresas pequenas", disse.

Para o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo John Forman, a rodada apenas com blocos em terra tem o aspecto positivo de não interromper o processo de concessões que existe no País desde 1999.

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