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Área da Repsol pode ter 6 bi de barris

A petroleira espanhola Repsol calcula em 2 bilhões a 6 bilhões de barris as reservas do Campo de Carioca, localizado na região do pré-sal da Bacia de Santos. O reservatório ainda está sendo avaliado pela Petrobrás, operadora da concessão, que preferiu não comentar as declarações da sócia.

Agência Estado |

O volume máximo estimado pela Repsol representa quase a metade das reservas de petróleo confirmadas hoje no Brasil.

A Repsol tem 25% de participação no bloco, chamado BM-S-9, ante 45% da Petrobrás e 30% do BG Group. Até agora, apenas um poço foi perfurado no reservatório batizado de Carioca. O BM-S-9 já tem outra descoberta, batizada de Guará. Recentemente, o consórcio iniciou a perfuração de um terceiro poço na área, chamado Iguaçu. Para se ter uma ideia do potencial do BM-S-9, a maior reserva confirmada do pré-sal até agora, Tupi, tem entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris.

A companhia espanhola informou ontem que vai rever seu plano de investimentos, por causa da queda do preço do petróleo nos últimos meses. A empresa não deixou claro, porém, se haverá cortes em projetos brasileiros, informando apenas que avalia que a viabilidade do pré-sal brasileiro situa-se em torno dos US$ 40 por barril. Ontem, o barril negociado em Nova York fechou em US$ 35,94.

Em evento no Rio, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, voltou a dizer que o nível atual de preços sustenta investimentos no pré-sal. Na opinião dele, o cenário atual pode até estimular a exploração das reservas brasileiras, já que o custo situa-se bem abaixo de outras alternativas para aumentar a produção mundial de petróleo.

Segundo o executivo, o custo de exploração de novas reservas em águas ultraprofundas varia entre US$ 35 e US$ 80 por barril. "As acumulações no pré-sal estão na faixa inferior desse estudo. Ou seja, áreas produtoras com custo mais alto tendem a não ter mais investimentos ao longo dos próximos anos - se a tendência do preço atual se mantiver -, o que deve favorecer a exploração em áreas com custo mais baixo como é o caso do pré-sal brasileiro", afirmou Gabrielli.

A Petrobrás pode antecipar em um ano a entrada em operação da primeira plataforma definitiva de Tupi, prevista inicialmente para 2014, disse Gabrielli. A área ganha este ano um teste de longa duração, com 20 mil barris por dia, e, no ano que vem, um projeto-piloto de 100 mil barris por dia. Em 2014, o megacampo deverá ter seis plataformas de produção, parte das oito unidades que a Petrobrás pretende construir no Rio Grande do Sul para o pré-sal.

A estatal informou ontem ter realizado investimentos recordes de R$ 53,4 bilhões em 2008, volume 18% superior ao do ano anterior. Desse total, R$ 26,2 bilhões foram destinados à área de exploração e produção, aumento de 26% na comparação com 2007. Os negócios internacionais, porém, apresentaram queda de 7% no volume de investimentos, para R$ 6,13 bilhões.

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