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ArcelorMittal prevê o pior para o início de 2009

O impacto da crise deverá ser ainda mais forte no início de 2009 para o gigante do aço ArcelorMittal, que entrou no vermelho no fim do ano passado e vai continuar demitindo funcionários.

AFP |

O primeiro trimestre "marca o ponto mais baixo", advertiu Lakshmi Mittal, presidente do grupo.

A situação deve, portanto, piorar ainda mais no trimestre em curso, depois de um quarto trimestre 2008 já marcado por uma degradação brutal, com a primeira perda líquida trimestral (2,6 bilhões de dólares) desde a fusão de Arcelor e Mittal Steel, em 2006.

Ainda enfraquecido pela crise dos setores automobilístico e da construção - seus principais clientes - ArcelorMittal prevê continuar utilizando apenas metade das capacidades de suas fábricas, à espera da volta da demanda.

De fato, no último trimestre de 2008, a produção acabou sendo reduzida em 45%, contra os 35% inicialmente previstos. O ritmo vai continuar o mesmo no início de 2009, "até o fim do programa de redução dos estoques".

No âmbito social, o grupo pode aumentar o número de demissões voluntárias, previstas inicialmente em 9.000, ou seja, 3% dos efetivos mundiais da companhia siderúrgica.

O plano elaborado para as funções não produtivas se estendeu agora à produção. Em consequência, o número de demissões "talvez seja mais elevado" que as 9.000 inicialmente previstas, admitiu a diretoria, descartando, no entanto, demissões forçadas.

Buscando conservar ao máximo seus fundos reduzindo seu endividamento e suas despesas, a ArcelorMittal também pretende acelerar seu programa quinquenal de cortes de custos de 5 bilhões de dólartes, com 2 bilhões de economias agora esperadas já em 2009.

Até os acionistas terão de apertar os cintos, depois de terem recebido 2,6 bilhões de dólares de dividendos em 2008. O dividendo de 2009 será dividido por dois, porque "todo mundo tem que participar" dos esforços empreendidos para resistir à crise, sentenciou Lakshmi Mittal, cuja família possui mais de 40% do capital da empresa.

A rentabilidade do grupo deverá cair muito no primeiro trimestre, com um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esperado de cerca de um bilhão de dólares, ou seja, quase três a menos que no trimestre anterior. Contudo, "a situação vai começar a melhorar no segundo trimestre, e se reerguer progressivamente até 2010", garantiu Mittal.

O grupo conta com o fim dos estoques de seus clientes industriais, "que terão então de realimentá-los", com o impacto dos diversos planos de recuperação econômica e com um aumento da demanda nos países emergentes, principamente na China.

No entanto, a volta ao normal não vai acontecer em um dia: Lakshmi Mittal prevê uma recuperação completa do mercado dentro de dois anos e meio. Para 2009, ele antecipa uma demanda de aço ainda em baixa de 7% a 10%.

Apesar da perda do quarto trimestre, que provocou a queda dos benefícios anuais para 9,4 bilhões de dólares, ArcelorMittal surpreendeu os investidores em 2008, com vendas em alta de 19% impulsionadas por um ótimo início de ano e um aumento de 26% do Ebitda, para 24,5 bilhões de dólares.

Ebitda é a sigla em inglês para earnings before interest, taxes, depreciation and amortization, que traduzido literalmente significa: Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização" .

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