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ArcelorMittal e 10 empresas são acusadas de formação de cartel na França

Paris, 16 dez (EFE) - O Conselho de Concorrência da França multou 11 empresas de produtos siderúrgicos em 575,4 milhões de euros, dos quais 301,7 milhões serão pagos pela líder mundial ArcelorMittal, por constituir um cartel ilegal para fixar os preços e repartir entre si o mercado.

EFE |

O Conselho de Concorrência justificou a sanção com que as 11 empresas, respaldadas pela Federação Francesa de Distribuição de Metais (FFDM), constituíam "um cartel de grande amplitude tanto sobre os preços, quanto sobre os clientes e os mercados".

"O dano causado à economia é calculado em várias centenas de milhões de euros", e, além disso, este acordo irregular pretendia "impedir a entrada no mercado de operadores mais competitivos", ressaltou o organismo público.

Além dos 301,78 milhões de euros impostos à ArcelorMittal -que anunciou que recorrerá da sentença -, a KDI terá que pagar 169,3 milhões de euros, a Descours & Cabaud, 82,55 milhões de euros, a Marc Morel et Fils, 12 milhões de euros, e a Établissements Maisonneuve, 8 milhões de euros.

Outras cinco sociedades terão que pagar valores inferiores a um milhão de euros cada.

Inicialmente, a multa seria de 716,45 milhões de euros, mas o valor foi reduzido pela atitude de algumas das empresas implicadas.

PUM Service Acier, Arcelor Profil, AMD Sud Ouest, KDI e FFDM não quiseram contestar os fatos dos quais são acusadas e prometeram tomar medidas para impedir que este tipo de prática se repita, pelo que suas multas foram reduzidas.

O Conselho de Concorrência destacou que o funcionamento de cartel estava "particularmente bem organizado e controlado" e contava com a ajuda de "padrinhos" e "pilotos" que "atuavam em todo o território" francês, que tinham repartido em 11 regiões com "um presidente".

Este acordo ilegal havia se estabelecido "ao mais alto nível" das companhias implicadas.

A ArcelorMittal não quis fazer comentários, além de assegurar que "combate as práticas contra a concorrência, aplicando um programa rígido de respeito às legislações em escala mundial". EFE ac/db

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