SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, afirmou nesta quinta-feira que está muito preocupado com o sistema trimestral de definição de preços do minério de ferro imposto pelas grandes mineradoras este ano, pois isso poderá afetar a estabilidade do setor siderúrgico.

Na avaliação de Mittal, o aumento de 100 por cento nos preços do minério de ferro ocorrido neste mês, aliado à mudança no sistema de formação de preços de longo prazo, deve trazer impactos para a economia mundial na forma de redução de velocidade de alguns investimentos e instabilidade na indústria.

" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

ArcellorMittal defende sistema estável para preços do minério

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, afirmou nesta quinta-feira que está muito preocupado com o sistema trimestral de definição de preços do minério de ferro imposto pelas grandes mineradoras este ano, pois isso poderá afetar a estabilidade do setor siderúrgico.

Na avaliação de Mittal, o aumento de 100 por cento nos preços do minério de ferro ocorrido neste mês, aliado à mudança no sistema de formação de preços de longo prazo, deve trazer impactos para a economia mundial na forma de redução de velocidade de alguns investimentos e instabilidade na indústria.

Reuters |

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, afirmou nesta quinta-feira que está muito preocupado com o sistema trimestral de definição de preços do minério de ferro imposto pelas grandes mineradoras este ano, pois isso poderá afetar a estabilidade do setor siderúrgico.

Na avaliação de Mittal, o aumento de 100 por cento nos preços do minério de ferro ocorrido neste mês, aliado à mudança no sistema de formação de preços de longo prazo, deve trazer impactos para a economia mundial na forma de redução de velocidade de alguns investimentos e instabilidade na indústria.

"Esse novo sistema obrigará uma mudança no nosso modelo de negócios e a maior parte de nossos clientes não está pronta para reajustar preços de três em três meses", disse ele, em evento do setor em São Paulo.

O executivo ressaltou que as mineradoras precisam lembrar que o ciclo de alta das commodities pode ser invertido no futuro e que o setor siderúrgico tem interesse na estabilidade.

Mittal se mostrou preocupado, ainda, "com a concentração de poder" na indústria de mineração, cujas três maiores produtoras de minério de ferro do mundo são BHP Billiton, Rio Tinto e Vale.

"Essa concentração de poder afeta negativamente a indústria e expõe os produtores de aço à volatilidade de preços e a fontes secundárias de matéria-prima", acrescentou.

US$5 BI NO BRASIL

O executivo elogiou, em sua apresentação, a economia brasileira, mas afirmou que o Brasil "é o lugar mais caro do mundo para investimentos de capital".

"Uma economia que quer ser a quinta maior do mundo deveria fazer mais para atingir essa meta", afirmou Mittal citando a necessidade de haver um ambiente regulatório mais claro, uma simplificação fiscal, um câmbio competitivo e a flexibilização das regras trabalhistas.

A ArcelorMittal pretende investir 5 bilhões de dólares no país até 2015 para aumentar sua capacidade de produção de minério de ferro para 15 milhões de toneladas e para ampliar a produção de aço.

A expansão em mineração ajudará a empresa a ampliar seu nível de autoabastecimento de minério de ferro no mundo dos 54 por cento atuais para 75 por cento até 2015.

Apesar disso, Mittal afirmou que a empresa não vê necessidade de fazer aquisições no Brasil. "Não estamos buscando comprar nada no Brasil. Temos a possibilidade de crescer nossas empresas existentes."

Segundo Mittal, a empresa avalia planos para converter parte de sua produção de semi-acabados da unidade Tubarão, no Espírito Santo, em produtos acabados. Ele não deu detalhes sobre os planos.

O executivo afirmou que a ArcelorMittal está operando no Brasil a 100 por cento de sua capacidade e que a recuperação dos mercados siderúrgicos na Europa e Estados Unidos segue mais lentamente.

(Por Alberto Alerigi Jr. e Guillermo Parra-Bernal)

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG