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O presidente da Vale, Roger Agnelli, informou nesta quinta-feira (07), em teleconferência com analistas, que existe uma possibilidade de que a companhia compre outras empresas, mas destacou que isso não é provável. Segundo ele, a Vale está avaliando várias frentes de crescimento.

"Avaliamos constantemente os retornos que viriam de aquisições e expansões orgânicas", disse. "Hoje o crescimento orgânico nos parece mais adequado", afirmou.

Agnelli disse que a companhia não está disposta a qualquer movimento para se tornar uma empresa maior. "Queremos ser grandes, com excelência de ativos." Mesmo assim, ele disse que a Vale poderá comprar ativos de pequeno e médio porte para acelerar os seus planos de crescimento e dar maior consistência à expansão orgânica. O executivo disse que a empresa deve anunciar uma expansão do seu projeto de crescimento orgânico, em um ou dois meses. Hoje, a companhia tem um projeto de US$ 59 bilhões em investimento orgânico entre 2008 e 2012.

Ele deixou claro que os recursos captados pela companhia em sua recente oferta de ações servirão para manter várias oportunidades abertas para a Vale no futuro. "Se aparecer alguma oportunidade de acelerar o crescimento orgânico ou de comprar um ativo de pequeno ou médio porte, poderemos agarrar a oportunidade imediatamente", afirmou.

Segundo o executivo, o reforço de caixa foi determinante para que a agência de classificação de risco Standard & Poor's elevasse a nota de risco de crédito da Vale de "BBB" para "BBB+" no final de julho. "Isso vai reduzir o custo de capital para futuros investimentos e possíveis aquisições", disse.

Carvão

Além de fortalecer sua atuação nos segmentos de minério de ferro e níquel, a Vale tem interesse especial em investir em carvão e cobre, segundo Agnelli. O executivo afirmou que a Vale quer crescer "com uma velocidade maior" nestas áreas, especialmente em carvão.

Problemas logísticos

Agnelli disse que a companhia deve voltar a apresentar seu "desempenho normal" no balanço referente aos próximos três meses. Segundo ele, a empresa teve seu desempenho prejudicado por problemas operacionais no primeiro trimestre. No segundo trimestre, a companhia superou grande parte dos problemas, mas ainda não apresentou um resultado "excelente", segundo Agnelli. "No terceiro trimestre a Vale trabalhará em sua velocidade normal", disse.

Alguns dos principais entraves enfrentados pela Vale foram um acidente no porto da companhia, em Itaguaí (RJ), chuvas mais fortes e o bloqueio de ferrovias por manifestantes do Movimento dos Sem Terra (MST). De acordo com o executivo, isso levou a Vale a embarcar um volume inferior à sua capacidade de produção.

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