Balanços trimestrais dos bancos também contribuíram para arrecadação recorde de R$ 59,4 bilhões em março

O aquecimento da atividade econômica e os balanços trimestrais dos bancos foram os fatores positivos para o recorde na arrecadação federal em março, que somou R$ 59,4 bilhões. É o que mostra a elevada variação de tributos diretamente incidentes sobre o faturamento das empresas em geral e sobre o setor financeiro.

De acordo com a Receita Federal, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) teve alta real (descontado o IPCA) de 20,10% em março, sobre igual mês de 2009. Somente a Cofins recolhida pelos bancos teve aumento real de 60,24%, na mesma base de comparação. O recolhimento do PIS/Pasep, tributos que também incidem sobre o faturamento das companhias, registrou crescimento real de 14,47%.

O setor de combustíveis (96,97%) foi o principal contribuinte em Cofins e PIS/Pasep, seguido pelas entidades financeiras (52,80%). Outra arrecadação que subiu 29,46% foi a do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), também no comparativo com março de 2009. Destaque para o pagamento de IOF sobre operações de câmbio no ingresso para investimentos em títulos públicos e ações.

O Fisco verificou alta real de 764,17%, ao recolher R$ 390 milhões, ante R$ 45 milhões no mesmo mês do ano anterior. Isso porque a medida passou a vigorar em outubro do ano passado.

A Receita Federal destaca que a produção industrial cresceu 18,4% em fevereiro deste ano sobre igual mês de 2009, mês-base para a apuração tributária de março. O volume geral de vendas teve alta de 13,60% e a massa salarial subiu 11,24%, ambos na relação com fevereiro do ano anterior.

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