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Aprovado o Plano Paulson, EUA voltam à campanha presidencial

Depois da aprovação do Plano Paulson sexta-feira na Câmara de Representantes para enfrentar a crise financeira, os candidatos à presidência dos Estados Unidos, o republicano John McCain e o democrata Barak Obama, voltam à campanha a um mês das eleições.

AFP |

Atrás nas pesquisas, criticado pela estratégia de campanha ambígua e pela escolha da companheira de chapa, Sarah Palin, John McCain encerra uma semana muito ruim. A promulgação do plano de resgate, que subiu de 700 bilhões a 850 bilhões de dólares, para ajudar o setor financeiro pode representar ar fresco.

A decisão de McCain de suspender a campanha para tentar solucionar a crise não foi uma estratégia produtiva. Porém, com a votação do Senado na quarta-feira e na Câmara de Representantes dois dias depois, e a promulgação da lei pelo presidente George W. Bush, já pode virar a página.

"Queremos virar a página da crise e poder discutir de novo o balanço muito à esquerda, agressivamente à esquerda de Obama e de que maneira será muito perigoso para os americanos", afirmou na sexta-feira Greg Strimple, conselheiro de McCain.

Além disso, o debate entre os candidatos à vice-presidência, o democrata Joe Biden e a republicana Sarah Palin, quinta-feira, aconteceu sem maiores surpresas.

"Sarah Palin superou as expectativas, mas é preciso dizer que se esperava pouco dela", comenta Shawn Parry-Giles, professor de Comunicação na Universidade de Maryland.

O candidato republicano tentará agora retomar a ofensiva, em especial para afastar o debate das questões econômicas, que até o momento não o ajudaram em nada.

McCain, 72 anos, pretende ressaltar a falta de experiência do adversário, Barack Obama, de 47 anos.

O republicano também seguirá apresentando o adversário como um candidato muito à esquerda. Na sexta-feira, em um comício na cidade de Pueblo (Colorado, sudoeste), declarou: "O senador Obama quer um governo maior, impostos mais elevados e gastos mais pesados".

Já Obama saiu fortalecido da crise financeira, projetando uma imagem de calma sob a tempestade que reforçou sua vantagem nas pesquisas a uma média de seis pontos sobre McCain, segundo o site RealClearPolitics.com.

Barack Obama recebeu o crédito de ter ajudado a romper o impasse entre os legisladores quando o acordo de resgate estava travado no Congresso.

O democrata disse que conversou com vários membros do partido que integram a Câmara de Representantes que queriam garantias de que ele, falando como "potencialmente o próximo presidente", aumentaria os esforços para prevenir as execuções de moradias.

A Câmara de Representantes aprovou na sexta-feira o plano de resgate financeiro com 263 votos a favor e 171 contra.

bur/fp

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