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Aprovado na Câmara de Representantes, plano de Obama agora passa para o Senado

Depois da aprovação dada pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos na noite desta quarta-feira, o pacote econômico de US$ 819 bilhões proposto pelo presidente Barack Obama para enfrentar a crise económica passa para a avaliação do Senado.

AFP |

 

Na Câmara, o pacote não teve o voto dos republicanos.

O total inicial do plano era de US$ 825 bilhões, mas a comissão de orçamento do Congresso (CBO) avaliou por fim que o custo total do programa é de US$ 816 bilhões, aos quais se somou uma emenda de US$ 3 bilhões na véspera para financiar projetos de transporte público.

Depois da votação de 244-188, Obama pediu ao Senado que aprove o projeto que visa a salvaguardar de três a quatro milhões de empregos com rapidez.

"Estou grato à Câmara de Representantes por aprovar o plano de Recuperação e Reinvestimento hoje", afirmou o presidente por meio de um comunicado minutos depois da votação.

"O plano passa agora para o Senado e espero que possam continuar reforçando-o antes que chegue a meu gabinete", acrescentou Obama, num claro sinal de que não desistiu da idéia de fazer uma emenda ao projeto a fim de conseguir mais apoio republicano.

O projeto foi aprovado pela Câmara sem um único voto dos republicanos, que viram rejeitado seu plano alternativo por 266 contra 170.

"O plano representa um primeiro passo, considerado essencial, de ação coordenada para criar e salvar entre 3 e 4 milhões de empregos, estimular a economia", segundo o governo.

O Senado deve ainda propor suas próprias emendas para que o Congresso discuta, em seguida, o texto final.

O projeto de lei pinta um quadro dramático da situação econômica americana, uma crise é inédita desde a Grande Depressão dos anos 30.

Entre os objetivos do projeto, são citados em ordem: "uma energia limpa, eficaz" (US$ 54 bilhões), "ciência e tecnologia" (US$ 16 bilhões), "modernização de estradas, pontes, transportes e vias fluviais" (US$ 90 bilhões).

Somam-se "a educação" (US$ 141,6 bilhões), "reduções de impostos para remunerar o trabalho e criar empregos" (para 95% dos assalariados e numerosas empresas), "redução dos custos da saúde" (US$ 24,1 bilhões), "ajuda aos trabalhadores afetados pela crise" (US$ 102 bilhões), e "a proteção dos empregos do serviço público e os considerados essenciais" (US$ 91 bilhões).

O projeto de lei insiste, também, em que "o dinheiro do contribuinte seja gasto de maneira transparente de modo que os americanos também possam acompanhar os resultados de seus investimentos".

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