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Aprovada transferência de US$ 28 milhões ao liquidante da empresa de Madoff

Nova York, 30 dez (EFE).- O juiz federal do Tribunal de Falência de Nova York Burton Lifland aprovou hoje a transferência dos US$ 28,11 milhões solicitados pelo liquidante da empresa do megainvestidor Bernard Madoff, que pode ter cometido a maior fraude da história através das chamadas pirâmides financeiras.

EFE |

Segundo a documentação registrada no tribunal, o juiz concordou com o pagamento, destinado a cobrir as despesas administrativas derivados da venda e liquidação da firma de investimentos.

A fraude de Madoff resultou em prejuízos de aproximadamente US$ 50 bilhões, segundo palavras do próprio investidor - atualmente cumprindo prisão domiciliar em Nova York desde que confessou o esquema, no último dia 11.

Sua técnica consistia em pagar os juros que prometia aos clientes com o dinheiro que entrava na firma através de novos investidores.

Quando os valores deixaram de entrar por conta da crise financeira, a estrutura ruiu.

Irving Picard foi designado pela Corporação para a Proteção dos Investidores das Bolsas de Valores (SIPC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para presidir a entidade que controla o processo de liquidação da empresa de Madoff.

Até o momento já se transferiram à entidade de Picard mais de US$ 880 mil para pagamento de salários e outros custos associados.

Os fundos estavam depositados no Bank of New York Mellon, onde estão três das cinco contas identificadas até o momento como pertencentes ao megainvestidor ou à sua empresa.

As autoridades americanas tentam rastrear o destino final do dinheiro arrecadado por Madoff e saber que parte fica em seu poder, já que esta quantia será destinada a compensar as vítimas - que até o momento denunciaram a perde de cerca de US$ 30 bilhões.

Resta saber onde estão os US$ 20 bilhões que faltariam para completar o número fornecido às autoridades na hora de sua detenção.

Amanhã termina o prazo para que Madoff divulgue uma lista detalhada de todos os ativos em seu nome e no de sua empresa nos Estados Unidos.

A relação, a ser entregue à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, em inglês), incluirá de imóveis a obras de arte, jóias e contas bancárias. EFE mgl/dp

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