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Appy: política econômica está sendo bem gerida

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, destacou hoje que a inflação brasileira é menor do que a de países com grau semelhante de desenvolvimento no acumulado dos últimos 12 meses. Isto significa que o governo tem se preocupado (com a inflação) e que a política econômica está sendo bem gerida.

Agência Estado |

Caso contrário, a inflação estaria maior", disse Appy a jornalistas, momentos antes de encerrar o Primeiro Congresso Paulista de Economia, realizado pelo Conselho Regional de Economia (Corecon), em São Paulo.

O secretário ressaltou que em países mais desenvolvidos a inflação tende a ser mais baixa porque a participação dos alimentos nos índices é menor. "Inflação merece atenção, sem dúvida nenhuma", considerou. Ele ressaltou, no entanto, que não há sinais de que o Brasil esteja numa situação extremamente preocupante. "O governo precisa estar preparado para tomar medidas, caso seja necessário, no intuito de evitar que a inflação se converta em uma inflação permanentemente elevada", afirmou.

Ele ponderou, porém, que não é possível, via política doméstica, combater choques provenientes da alta dos preços das matérias-primas (commodities) no mercado internacional. Appy destacou que o governo já tomou algumas medidas, desde o início do ano, porque já havia preocupação com o ritmo da expansão do crédito. Ele citou a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre crédito e o aumento para a taxa de compulsório no caso de leasing. Além disso, salientou que a política fiscal também está sendo coordenada de forma a contribuir com o novo cenário de inflação alta e expansão do crédito. Ele mencionou que o crescimento das despesas nominais do Tesouro Nacional têm sido inferior ao do PIB este ano.

Ele comentou ainda que outra ferramenta usada, neste contexto, é a da alta de juros. O Banco Central elevou a Selic em 0,50 ponto porcentual em abril e decidiu por um novo incremento da mesma magnitude no mês passado, elevando a taxa básica de juros aos atuais 12,25% ao ano. "A política econômica está sendo gerida de forma a evitar crescimento excessivo da demanda doméstica acima da oferta."

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