BRASÍLIA - Ainda é cedo para avaliar os impactos das oscilações do câmbio na economia brasileira. A afirmação é do secretário extraordinário de Reformas Fiscais e Econômicas, Bernard Appy. É melhor esperar para ver onde essa volatilidade vai levar para avaliar os impactos.

Ele afirmou, no entanto, que este momento exige mais atenção do governo apesar de, por enquanto, não gerar preocupação. Segundo o secretário, mesmo em período de câmbio valorizado, as exportações brasileiras tiveram bom desempenho, com crescimento de 5,2% em volume no segundo trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2007.

Esse resultado, de acordo com Appy, estimulou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o secretário, um setor de destaque é o da agropecuária, que se recuperou depois de um primeiro trimestre fraco.

Appy destacou ainda o crescimento dos investimentos (formação bruta de capital fixo), que foi de 16,2% no segundo trimestre comparado com o mesmo período de 2007. No primeiro trimestre, esse resultado foi de cerca de 15%. Os investimentos estão crescendo em ritmo superior ao do PIB, o que significa que está sendo criada capacidade produtiva para a economia brasileira, que pode continuar a crescer de forma acelerada ao longo dos próximos trimestres e anos.

(Agência Brasil)

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