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Apple se despede da feira MacWorld sem surpresas e apostando nos downloads

Fernando Mexía. Los Angeles (EUA.), 6 jan (EFE).

EFE |

- Os downloads do maior portal de música dos Estados Unidos, o iTunes, passaram a estar disponíveis sem restrições de cópia a partir de hoje, e serão mais baratas a partir de abril, anunciou a Apple em seu último comparecimento na feira MacWorld.

Sem seu executivo-chefe e rosto conhecido, Steve Jobs, que não participou do encontro por estar doente, o responsável de marketing, Phillip Schiller, apresentou os planos da Apple para o primeiro trimestre do ano em discurso no qual se limitou a anunciar as melhoras nos produtos sem apresentar grandes novidades.

O principal marco do primeiro comparecimento da Apple em 2009 foi a aposta pelo download de conteúdos livres de restrições de cópia para os usuários do iTunes, através do iTunes Plus.

A partir de hoje, 80% da música deste portal multimídia poderão ser comprados sem o sistema Digital Rights Management (DRM), que as gravadoras incluíam em seus conteúdos para limitar o uso das canções e dos discos baixados pelo cliente pela internet.

Esta tecnologia restringia até agora "a cópia de canções ou sua utilização em outros dispositivos (que não fossem da Apple)", disse Schiller.

As mudanças no iTunes incluirão maior flexibilidade nos preços das canções, após um acordo alcançado com as produtoras Universal, Sony BMG, Warner Music e EMI.

A partir de abril, quando as dez milhões de músicas disponíveis no iTunes estiverem livres de DRM, as canções estarão à venda por US$ 0,69, US$ 0,99 e US$ 1,29, em função do interesse comercial, enquanto os álbuns custarão US$ 9,99.

Os usuários poderão atualizar a música que compraram no passado para que fique livre de restrições por um custo adicional de US$ 0,30 por canção ou 30% do valor do álbum.

Com isso, a Apple busca enfrentar a concorrência do portal Amazon, que já cobra US$ 0,79 por arquivo sem proteção contra cópia.

No último comparecimento na MacWorld, uma das feiras de referência do setor da informática, a Apple não mostrou grandes surpresas, como se esperava.

Se, em 2007, a MacWorld deu à luz o iPhone e, em 2008, foi a vez do notebook MacBook Air. Já 2009 serviu para divulgar a versão melhorada do maior laptop da companhia, o MacBook, de 17 polegadas.

Esta edição, melhorada e mais rápida, e a mais leve dentre os computadores de sua gama, chegará às lojas no final de janeiro com uma bateria com maior duração e fabricada com materiais ecologicamente corretos.

O notebook foi a única novidade em termos de "hardware", e as atualizações de "software" ocuparam a maior parte do tempo da exposição da feira.

A Apple mostrou a edição 2009 de seu pacote de ferramentas de escritório, o iWork, que inclui uma maior integração entre seus programas de criação de apresentações, tabelas de dados e texto.

O aplicativo que gerou mais interesse entre os presentes foi o que permite controlar à distância, através de um dispositivo iPhone ou iTouch, as apresentações feitas em um Mac com o software da Apple.

Assim, um palestrante poderá usar seu telefone para mudar de diapositivo sem a necessidade de se aproximar do computador.

Foi feita também uma exibição das melhoras do programa de criação multimídia integrado no sistema operacional do Mac, iLive, no qual o destaque é a incorporação de um sistema de reconhecimento de rostos para o arquivo fotográfico, um efeito para a estabilização de imagens de vídeo e aulas para tocar violão.

As atualizações destes programas estarão disponíveis no final deste mês.

O discurso de Schiller concluiu com uma das poucas surpresas do dia, a aparição do veterano cantor Tony Bennett, que, para ilustrar a despedida da Apple desta feira, cantou a música "I Left My Heart in San Francisco", cidade onde a MacWorld acontece até 9 de janeiro.

EFE fmx/db

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