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Apostas contra o real aumentam e dólar sobe pelo quarto dia seguido

SÃO PAULO - Mais do que a instabilidade externa e o comportamento de commodities, o que define o movimento diário do câmbio é a posição dos investidores estrangeiros, que estão com maiores posições compradas em dólar (apostas contra o real) no mercado futuro. A avaliação é do gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer.

Valor Online |

Na máxima do dia, a divisa testou R$ 2,403, mas não sustentou tal patamar, encerrando o dia negociada a R$ 2,378 na compra e R$ 2,380 na venda, ainda assim, alta de 1,44% sobre o fechamento de ontem.

Com isso, dólar registrou o quarto dia seguido de alta ante o real e passa acumular valorização de 1,97% em 2009. O Banco Central interveio no mercado à vista, mas não conseguiu reverter o movimento comprador.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda teve valorização de 1,45%, fechando também a R$ 2,38. O giro financeiro somou US$ 196,25 milhões, metade do observado ontem. Hoje aconteceram negócios com o dólar para vencimento em D+1. A moeda fechou a R$ 2,3789, queda de 1,56%, movimentando US$ 140 milhões.

Knauer chama atenção para outro movimento importante no mercado futuro. Os fundos nacionais, que vinham com posições vendidas, viraram a mão e começaram a montar apostas contra o real. O raciocínio é simples, os investidores querem aproveitar a possibilidade de alta no preço do dólar.

"O que tenho visto é muito mais movimento especulativo do que variações de taxa com base em análise fundamentalista", resume.

Se a formação do câmbio fosse puramente baseada em fundamentos, a taxa tenderia a uma estabilidade maior em um patamar de preço menos elevado. "Mas tem um componente de especulação que faz parte do mercado e teremos que convier com ele", diz Knauer.

Fazendo uma avaliação mais ampla do mercado, o gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper indica que a impressão é de que as coisas vão piorar ainda mais para depois começar a melhorar. Segundo ele, é dado que os números da economia e os balanços corporativos serão ruins, o que ninguém sabe é a extensão disso. "Essa parte obscura de dados e balanços é que garante volatilidade ao mercado."
(Eduardo Campos | Valor Online)

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