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Web ajuda a propagar cultura do teatro

Web ajuda a propagar cultura do teatro Por Bruno Galo São Paulo, 21 (AE) - Que descanso, nada! Janeiro é mês de trabalho - pelo menos, para o ator Marcelo Médici, de 37 anos. Aclamado pelo público e prestigiado pela crítica, ele resolveu começar o ano com o pé no acelerador, encenando dois espetáculos - ao mesmo tempo - nos palcos paulistanos.

Agência Estado |

Às terças e quartas, é vez do monólogo cômico "Cada Um Com Seus Pobrema" - de sua autoria -, em que ele interpreta nove personagens. Encenado pela primeira vez em 2004, ele já foi visto por mais de 160 mil pessoas, grande parte atraída por vídeos postados no YouTube.

"Tenho certeza que muita gente veio ao teatro depois de me ver na web. É uma divulgação incrível. De alguma forma, a internet ajuda a propagar a cultura do teatro", afirma Marcelo, que, apesar disso, critica a falta de controle na rede - uma "terra de ninguém" nas suas palavras. E, confessa que mesmo gostando de gadgets e mantendo um blog pessoal desde 2007 (bloglog.globo.com/marcelomedici) confessa não ter ideia de como se sobe um vídeo no YouTube.

O sucesso de "Cada Um" é tão grande que já despertou o interesse de produtores em transformar o espetáculo em DVD. Mas Marcelo titubeou: "Acho que os prós eram menores que os contras", conta. "Entendo o teatro como uma coisa tão artesanal, tão frágil, que apenas ao vivo ele consegue manter intacto toda a sua força", argumenta ele, que temia ainda a ação dos piratas.

Já de sexta à domingo, é hora da remontagem da comédia "O Mistério de Irma Vap", que nos primeiros três meses em cartaz recebeu mais de 30 mil espectadores. A peça que foi fenômeno de público, na década de 80 e 90, mantém a direção de Marília Pêra, mas no lugar de Marco Nanini e Ney Latorraca, entram em cena Médici (também produtor da montagem, que estreou sem patrocínio) e Cássio Scapin. Ao todo eles interpretam sete personagens, o que exige 56 trocas de roupa durante a peça. Cada troca demora até 30 segundos - e aqui também a tecnologia dá uma mãozinha. As duas peças estão em cartaz no teatro do Shopping Frei Caneca, até o final de março.

Desde 93 no teatro, no começo ele via a comédia como um gênero menor - hoje pensa diferente. Além disso, não é a primeira vez que Marcelo encara essa "dupla jornada". Em 2006, ele fazia de terça e quarta, o "Cada Um", e de quinta à domingo, o musical "Sweet Charity", com Claudia Raia. Mas, ele não reclama de tanto trabalho e diz que o corre-corre o ajudou a entrar em forma.

Além disso, ele que se projetou no "Terça Insana" e fez parte do "A Praça é Nossa", do SBT, confessa que naquela época tinha medo de ficar escravo de um personagem. O que talvez explique sua aparente preferência por trabalhos em que ele possa interpretar a vários. Recentemente na TV, ele encarnou quatro, na novela "Sete Pecados", da Globo.

CHUPETA HI-TECH - Longe dos palcos, Marcelo não desgruda dos seus gadgets, principalmente o celular. "Eu teria muita dificuldade em sobreviver hoje sem um", exagera. Às vezes, ele também leva para os ensaios o seu computador portátil com internet móvel 3G. Marcelo, que diz ter perdido o hábito de escrever a mão, costuma digitar muitas ideias de textos e por vezes até simples lembretes no seu notebook.

Marcelo conta que adora games e tem até uma teoria sobre os jogos portáteis. "Acho que eles são como uma chupeta hi-tech para os pequenos", brinca ele, que já frequentou muito fliperama quando era mais novo e não tinha videogame em casa (o Atari e o Game & Watch, da Nintendo, eram seus dois objetos de desejo na infância).

Hoje, ele possui os atuais PlayStation Portátil, Nintendo DS e Playstation 2, além de um modelo pouco mais antigo, o GameBoy Advanced. "Esse já é quase peça de museu", sorri. Ele conta ainda já ter recorrido ao seu irmão de 11 anos para conseguir passar de fase em algum jogo mais complicado.

Apesar de conectado, Marcelo se diz assustado com uma certa perda de liberdade dos dias atuais e com a dependência imposta pela tecnologia. Além disso, ele confessa ter também algumas dificuldades. "Nunca aprendi a programar o videocassete", lembra ele, que diz ser preciso se adaptar aos novos tempos. Mesmo assim, aparelhos mais modernos ainda lhe causam um certo estranhamento. "Quando eu vi o iPhone pela primeira vez, eu pensei: caramba, será que eu vou aprender a lidar com isso?", conta ele que afirma adorar os gadgets da empresa de Steve Jobs.

Brincando no palco, Marcelo interpreta 13 personagens diferentes com a mesma vontade e desenvoltura de uma criança, que não quer largar por nada a sua "chupeta hi-tech". Aos 37 anos e no auge da carreira, ele sabe que não precisa ter medo de se tornar escravo de um personagem.

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