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Vamos crescer no Brasil, diz presidente do Citi

São Paulo - O presidente mundial do Citigroup, Vikram Pandit, afirmou na quarta-feira, em São Paulo, que o Brasil é um dos países prioritários para o banco. ¿Vamos fazer crescer a nossa operação brasileira e fazê-la mais eficiente¿, disse.

Agência Estado |

Com essas palavras, ele tenta afastar os rumores de que estaria no País negociando a venda da instituição. Minha vinda já estava programada. Nos últimos meses, visitei nossas operações mais importantes no mundo, explicou. Ele chegou ao Brasil terça-feira e foi embora ontem mesmo para os Estados Unidos.

Pandit assumiu o comando do Citigroup em dezembro de 2007, no lugar de Charles Prince, que saiu em conseqüência das pesadas perdas no mercado de hipotecas de alto risco dos EUA (subprime).

O banco continua lutando contra problemas e anunciou ontem a compra de US$ 17,5 bilhões em ativos para eliminar a exposição aos chamados veículos de investimentos estruturados (SIVs, na sigla em inglês), entidades fora de balanço, cuja criação na década de 1980 é atribuída ao próprio Citigroup.

Pandit assumiu o cargo com a incumbência de arrumar a casa. Apesar da pressão - as ações do banco fecharam ontem no menor nível desde 1995 -, o indiano tenta aparentar tranqüilidade. Apresenta-se sorridente e mantém o bom humor mesmo diante de perguntas difíceis. Pandit relativiza sua tarefa e diz que, nos cerca de 200 anos de história do banco, houve outros momentos tão difíceis quanto o atual. Cada geração teve o seu desafio.

Entre as medidas adotadas pelo Citi para melhorar o balanço está a demissão de 52 mil funcionários, anunciada pelo próprio Pandit no início da semana. Na visita a São Paulo, ele disse que a operação brasileira não deve ser incluída no programa. Pandit destacou a importância dos emergentes para o grupo.

Cerca de 35% do nosso negócio está nesses países, informou. Nossa intenção é estar nos lugares onde nossos serviços são mais necessários, ou seja, nos países que crescem mais.

Segundo ele, o banco fez uma série de revisões e decidiu acabar com operações que não se encaixavam nesse perfil. Citou como exemplo a Alemanha, onde o banco de varejo foi vendido em julho. A expectativa do Citi é que o Brasil cresça 2,8% no ano que vem, abaixo da média mundial, estimada entre 3% e 4%.

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