Resident Evil 5 faz jus ao peso da franquia Por Jocelyn Auricchio São Paulo, 01 (AE) - Zumbis. Criaturas que estão na fronteira entre a vida e a morte.

Seres desprovidos de vontade própria que vivem para servir a uma fome incontrolável ou, muito pior, a algum maquiavélico bandido que, como um titereiro macabro, usa cadáveres como marionetes de carne putrefata.

A série de survival horror - gênero de games que permite que o jogador vivencie uma situação extrema e lute para escapar dela - mais famosa do planeta, "Resident Evil", chega a seu clímax em sua quinta continuação.

O roteiro faz uma espécie de paralelo entre a exploração e o assassinato de inocentes com o desenvolvimento de armamento biológico avançado. Guerras e disputas locais acabam anulando o Estado, o que dá margem para que organizações inescrupulosas se aproveitem do caos para lucrar.

É como no caso dos diamantes de sangue de Serra Leoa. Mas em vez de traficantes de pedras preciosas, o game mostra mercadores da morte e corporações farmacêuticas monstruosas que se alimentam de sofrimento e morte para prosperar.

VULNERABILIDADE - A jogabilidade é clássica de Resident Evil, seguindo a boa mudança que aconteceu no quarto game da série. O principal problema é a impossibilidade de mirar e andar ao mesmo tempo. Toda vez que precisa disparar, o jogador é obrigado a ficar vulnerável. Até existe a possibilidade de ficar escondido no cenário, mas é muito pouco para compensar o problema.

Em compensação, todos os combates e quebra-cabeças, características mais marcantes da série, podem ser compartilhados com um amigo, lado a lado na tela, ou via internet. Isso aliado à história consistente, que amarra as pontas soltas.

Houve uma polêmica enorme quando o game foi anunciado. Acusações descabidas de que era um jogo racista tomaram conta da internet, mesmo antes de uma demo ser mostrada.

Com a demo, que saiu há algumas semanas, essas acusações ficaram ainda mais fortes. O fato é que Resident Evil 5 não tem absolutamente nada de racista.

O que acontece é que, por ter sua trama baseada na hipótese de que armas biológicas são testadas em populações carentes da África, obviamente a maioria das pessoas é negra.

Para quem acompanhou a série desde o começo, ou pelo menos sabe dos acontecimentos que começaram em Racooon City, existe uma boa carga emocional no roteiro do jogo.

Personagens perdidos voltam em lutas desesperadas, velhos oponentes retornam ainda piores e tudo colabora para o encerramento de ouro da série.

FICHA TÉCNICA
PLATAFORMAS | Xbox 360, PlayStation 3
DISTRIBUIÇÃO - Synergex: (11) 4133-1313
PREÇO - - R$ 280
WEB - www.capcom.com
DETALHES - Violento jogo de horror para maiores de 18 anos. O game pode ser jogado de forma cooperativa por dois jogadores simultâneos, tanto offline, em tela dividida,
quanto online, via internet, pelo serviço online do Xbox 360 e do PS3.

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