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Reflexo no crédito será restrito, diz presidente da Febraban

A crise que assola o mercado internacional deverá ter reflexo limitado nas operações de crédito ao consumidor no Brasil, avalia o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e presidente do Santander/ABN, Fabio Barbosa. Segundo ele, não há problema de liquidez no País, já que a maior parte dos recursos vem de operações locais, como a caderneta de poupança.

Agência Estado |

"Não existe aperto de liquidez no Brasil."

Ele alerta, entretanto, que algumas linhas de crédito, especialmente as voltadas para o comércio exterior, podem ter encurtamento dos prazos. Esse procedimento já é verificado em algumas instituições financeiras. Neste momento de crise, diz o executivo, os bancos não vão querer se expor por um tempo muito grande com operações internacionais.

"Mas, no crédito consignado, crédito imobiliário e financiamento de veículos, pouco deve ser alterado em termos de prazos", acrescentou Barbosa, sendo respaldado por diretores de outros bancos, como o Bradesco, que participaram ontem do lançamento do Código de Auto-Regulação do Setor Bancário. "Quero deixar claro, entretanto, que reduzir prazo não significa problema de liquidez. Problema de liquidez é não ter dinheiro para conceder ao cliente. Não é o nosso caso, é o caso dos bancos americanos e da AIG."

Apesar de garantir que o sistema financeiro continuará tendo dinheiro para o mercado interno, Barbosa reconheceu que o custo vai ficar mais alto. Mas esse aumento deve-se a fatores internos, como o ciclo de alta da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano. A expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova mais duas altas até o fim deste ano.

Outro fator que contribuiu para o aumento do custo do dinheiro, argumentaram os diretores presentes no evento, foi a criação do recolhimento compulsório sobre os depósitos bancários das empresas de leasing. A medida reduziu o volume de dinheiro que os bancos tinham para emprestar, explicou o vice-presidente da Febraban e do Bradesco, José Luiz Acar.

Para Barbosa, se a crise tivesse ocorrido há alguns anos, o Brasil estaria em situação complicada. Mas hoje o País tem fundamentos melhores e reservas de US$ 200 bilhões, o que lhe põe na posição de credor internacional.

Embora considere difícil fazer um prognóstico sobre o fim da turbulência, ele garante que o sistema financeiro do Brasil é "supersólido". "O sistema brasileiro é pouco alavancado e os ativos são contabilizados de forma transparente." Segundo ele, a crise internacional é fruto de uma construção de alavancagem muito forte. "Estamos falando de um problema que envolve meganúmeros. É de uma dimensão que poucas vezes vimos na história. Temos as melhores cabeças do mundo estudando o problema há mais de um ano e, mesmo assim, não conseguiram resolver."

Para o executivo, diferentemente dos setores industriais, onde uma quebra tem impacto restrito, o setor financeiro atinge toda a economia. Por isso, o Fed tem tido uma atitude firme ao sanear e, sobretudo, preservar o sistema financeiro, completou Barbosa.

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