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País está mais bem preparado

O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobrás Ildo Sauer acredita que o Brasil vive situação bem mais confortável na área de gás natural do que há três anos. Algumas medidas tomadas pela Petrobrás desde 2005 deram uma enorme flexibilidade ao País, afirmou.

Agência Estado |

Hoje, diz ele, se houvesse o corte do combustível vindo da Bolívia, o Brasil poderia desligar todas as termoelétricas em operação no sistema para poupar a água dos reservatórios e tornar disponível cerca de 12 milhões de metros cúbicos (m³) de gás por dia.

Além disso, a Petrobrás pode substituir seu consumo por GLP, óleo combustível e nafta, e acrescentar outros 5 milhões de m³/dia ao sistema. "Só nessa conta já haveria 17 milhões de m³/dia disponíveis para atender o consumo prioritário."

Ele acrescentou que muitas empresas podem substituir o gás natural por outro combustível no processo de produção - estima-se no mercado que o conjunto dessas indústrias soma cerca de 2 milhões de m³/dia.

Para completar a lista de opções, Sauer destacou que, em um caso de limite extremo, os carros também poderiam trocar o GNV por álcool ou gasolina. "Eles são flexíveis. Não vejo problema de fazerem essa mudança durante um ou dois meses."

Sauer disse, porém, que o governo precisa criar regras para que isso ocorra sem imposição unilateral. "A Petrobrás tomou medidas para evitar transtornos, o governo não tem feito o mesmo."

Para o ex-diretor da Petrobrás e professor da Universidade de São Paulo, uma das grandes conquistas do País foi a construção dos terminais de regaseificação de GNL (Gás Natural Liqüefeito) comprado no exterior. O primeiro a operar será o terminal instalado no Porto de Pecém, em Fortaleza, com capacidade de 7 milhões de m³/dia de gás - 11% da capacidade atual.

O outro está em construção na Baía de Guanabara e terá capacidade para processar até 20 milhões de m³/dia. "Quando estava na Petrobrás, havia proposto uma nova planta em Santa Catarina, com potencial entre 10 milhões de m³ e 20 milhões de m³/dia. Não sei se estão levando adiante." Para o professor, esses terminais dão flexibilidade e segurança no abastecimento energético do País.

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