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Os palpiteiros estão quebrando, discursa Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que os palpiteiros estão quebrando. A referência às dificuldades de alguns bancos internacionais foi feita durante discurso na inauguração da Plataforma 53 da Petrobrás, em Rio Grande, região sul do Rio Grande do Sul.

Agência Estado |

A solenidade reuniu cerca de 2 mil pessoas e, além de Lula, levou à cidade gaúcha os ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Edison Lobão, de Minas e Energia, além do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.

Lula não citou o nome dos bancos em dificuldades, mas reiterou que eles "passaram a vida dando palpites sobre o Brasil, dizendo o que gente deveria fazer, medindo o risco do País, fazendo propaganda para investidores se o Brasil era ou não confiável".

Segundo o presidente, "era como se eles fossem os superinteligentes e nós os supercoitados". A comparação foi uma lembrança indireta, e não citada, do período pré-eleitoral de 2002, quando o risco Brasil foi às alturas.

"É triste ver que esses palpiteiros estão quebrando, estão entrando em concordata", reiterou Lula. "Porque na verdade determinaram nos últimos anos não que o capital pudesse circular livremente pelo mundo gerando emprego e riqueza, mas determinaram que a especulação financeira, que o cassino do sistema financeiro internacional pudesse determinar a lógica da economia."

Segundo o presidente, "as pessoas transformaram alguns setores do sistema financeiro em cassino, perderam na roleta, e nós não queremos permitir que o Brasil seja vítima da jogatina de pessoas que davam palpites sobre tudo no Brasil e de repente quebraram". Para Lula, isso significa que "mandavam a gente agir de uma forma que eles não agiram".

Lula admitiu que uma crise muito forte tem levado a maior economia do mundo, os Estados Unidos, a sobressaltos extraordinários, que podem ter conseqüências planetárias e, por isso, preocupa também o Brasil.

Dirigindo-se ao presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Lula disse que, se a crise dos Estados Unidos tivesse ocorrido há oito anos, o Brasil teria quebrado. O presidente destacou, ainda, que há dez anos os Estados Unidos compravam cerca de 26% a 27% do que o Brasil exportava. "Hoje é 15%."

Durante o discurso, o presidente também considerou "chique" a oferta do título de doutor honoris causa que recebeu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Apesar de considerar a honraria gratificante, Lula agradeceu e anunciou que não receberá nenhum título enquanto for presidente. "Se as pessoas mantiverem o título, eu receberei depois."

No nacionalista discurso de 30 minutos, Lula foi aplaudido oito vezes pelos trabalhadores que construíram a P-53. O presidente se aproximou dos operários para trocar cumprimentos e abraços e tirar fotos antes e depois da cerimônia.

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