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Não dá nem frio na barriga, diz Eike

A crise internacional e as perdas bilionárias em valor de mercado de algumas das suas empresas parecem não preocupar Eike Batista. Pelo menos, é o que garante o empresário, dono da 142ª maior fortuna do mundo (US$ 6,6 bilhões), segundo a edição de março da revista Forbes.

Agência Estado |

Ele vê com apreensão o cenário mundial, mas diz que seu grupo, o EBX, não precisa de crédito e continuará a investir.

Apesar de a OGX (empresa do grupo voltada ao setor de petróleo e gás) ter perdido tanto a ponto de hoje, com R$ 12,5 bilhões, representar pouco mais de um terço do que alcançou na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), há menos de quatro meses, Eike revela que a empresa tem em caixa US$ 4,5 bilhões (R$ 8,6 bilhões, ao câmbio de ontem). O empresário, usa o dólar como cifra oficial, diz que até 2012 pretende investir o equivalente a R$ 5,7 bilhões na exploração e produção de petróleo e anuncia, para o mês que vem, um aumento de capital em sua empresa de logística, a LLX, controladora do Porto do Açu.

"O que eu fico triste é que o mundo em volta da gente vai diminuir o crescimento. Mas acho que o Brasil vai ter a menor redução em relação a todos os outros países. E vai passar a ser uma ilha de destino de investimentos em várias áreas", disse Eike. Para ele, os bancos brasileiros estão capitalizados e já são alvo de investidores em busca de novas fontes de recursos.

Levantamento da consultoria Economática mostra que duas empresas de Eike tiveram grandes perdas com a turbulência. A MPX, do setor de energia, valia R$ 4,8 bilhões em dezembro de 2007, mas até o dia 30 seu preço, em bolsa, despencou para R$ 1,6 bilhão. A OGX, por sua vez, valia R$ 35,7 bilhões, mas até anteontem seu valor caiu para R$ 12,5 bilhões. Mesmo assim, Eike garante não sentir nem "frio na barriga" com essas perdas.

"A criação de valor numa empresa listada em bolsa nunca é negócio de seis meses ou um ano. Quem investe em bolsa tem de ter um horizonte de, no mínimo, três a cinco anos", disse o empresário. Segundo ele, o grupo EBX está "megacapitalizado", acumulando US$ 14,4 bilhões (R$ 27,6 bilhões) desde dezembro.

A OGX vai investir em estudos para definir reservas em áreas nas bacias de Pará-Maranhão, Campos, Santos e Espírito Santo. Levantamentos sísmicos preliminares indicam, segundo ele, que só na Pará-Maranhão há potencial de até 5 bilhões de barris. As primeiras perfurações vão ocorrer nos campos das bacias de Campos e Santos a partir de setembro de 2009. Na Bacia de Pará-Maranhão os trabalhos começam em 2010. Por fim, virão as perfurações na Bacia do Espírito Santo, a partir de 2011.

Os planos de Eike para a LLX incluem aumento de capital por subscrição de ações prevista para o mês que vem. O empresário diz que faltam cerca de R$ 570 milhões para concluir investimentos no Porto do Açu. O terminal, conta ele, vai absorver o transporte de cargas que seria feito no Porto Brasil (Peruíbe, litoral paulista), cujo projeto está parado por causa de uma ação do Ministério Público Federal. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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