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Hermano quer conquistar o Brasil

Hermano quer conquistar o Brasil Por Bruno Galo e Rodrigo martins São Paulo, 08 (AE) - Tão perto, tão longe. Apesar de vizinhos, inúmeras são as diferenças entre Brasil e Argentina.

Agência Estado |

Enquanto aqui a rede social Orkut encabeça a lista dos sites mais acessados, na Argentina o site de relacionamento mais popular é o Facebook, que, no entanto, aparece apenas em nono lugar no ranking dos endereços mais populares. Quer dizer então que nossos "hermanos" não gostam de sites de relacionamento?
"Acredito apenas que somos mais desconfiados, mais reservados do que vocês", disse ao Link o argentino Rodrigo Teijeiro, que esteve na semana passada em São Paulo para o lançamento oficial no País justamente de uma rede social criada por ele, o Sonico (www.sonico.com.br).

"De toda a América Latina, a Argentina é o país que menos usa esse tipo de site", conta. Apenas 22% dos nossos "reservados" vizinhos utilizam serviços de redes sociais, aponta ele. Já aqui no Brasil, segundo o Ibope/NeRatings, só o Orkut é usado por 69,8% dos internautas. Além disso, MySpace, Facebook, Limão e o próprio Sonico também têm participação.

Segundo Rodrigo, um outro exemplo da "desconfiança online" dos seus conterrâneos é o fato do e-commerce (comércio eletrônico feito pela internet) ainda não ter decolado no país vizinho. Ao mesmo tempo, no Brasil, 79% dos internautas já fizeram compras pela web, segundo estudo do site Emarketer.com.

Números como esses fazem brilhar os olhos de Rodrigo, que espera contar com a ajudinha dos brasileiros (será?) para enfrentar o Orkut, já que em seu país a rede social do Google não aparece sequer entre os cem primeiros colocados da web. Enquanto isso, o Sonico surge em 20° e o MySpace, em 38°.

Segundo ele, a idéia não é competir em nível global com os maiores sites de relacionamento do mundo, que "ignoram as peculiaridades da nossa região". "Nosso foco está concentrado na América Latina, Portugal e Espanha, mas principalmente no Brasil", garante.

A briga promete ser semelhante à de Davi e Golias. Enquanto o Orkut é usado pela maioria dos brasileiros, o Sonico, que cresceu espantosamente, é preferência de apenas 7,9%, segundo o Ibope. Ainda é pouco, mas já foi suficiente para ultrapassar o MySpace, que chegou em outubro e até agora só conseguiu a preferência de 4,8%.

Criado em julho de 2007, o Sonico em pouco mais de um ano conquistou 24 milhões de usuários em todo o mundo. No Brasil, o número de pessoas cadastradas já passa dos 5 milhões. Desse montante, diz ele, 65% acessa o serviço com freqüência.

As armas de Rodrigo para tentar a façanha de destronar o Orkut são principalmente as questões relacionadas à segurança. Da mesma forma que o MySpace fez no ano passado, o Sonico bate no peito para falar que seu sistema de segurança é muito mais eficiente. Os muitos problemas apresentados pela rede social do Google, como spams internos, perfis falsos e até pornografia, enchem de esperança o argentino.

Segundo Rodrigo, para ter maior segurança, da mesma forma que o MySpace, o Sonico lança mão de softwares e uma equipe de profissionais que conferem as imagens, textos e informações pessoais publicados pelos usuários para "garantir que o número de informações falsas seja reduzida ao máximo".

Será mesmo possível? O argentino assume que o sistema não é 100% infalível. Mas sugere que, "ao contrário do Orkut", o ambiente do Sonico estimula maior segurança. "Quando há um ambiente seguro e confiável, os novos usuários tendem a seguir as regras. No Orkut, no começo, não havia preocupação com isso. Por isso que ficou do jeito que está." Então tá.

Rodrigo, que já foi dono de um site para bandas independentes aos 20 anos, foi estudar administração de empresas nos EUA e até vendeu cartões telefônicos pela web, afirma que o Sonico é a sua menina dos olhos hoje. "É uma plataforma que nos permite muitas formas de ganhar dinheiro", diz ele, que já planeja até usos extravagantes para a rede social. "Quero vender recarga para celulares pré-pagos."

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