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GoW2 encanta veteranos sem assustar os novatos

GoW2 encanta veteranos sem assustar os novatos Por Jocelyn Auricchio São Paulo, 12 (AE) - Os jogos casuais vieram para ficar. Fáceis de pegar o jeito de jogar e capazes de divertir em pouco tempo, esse tipo de jogo está rapidamente dominando a indústria.

Agência Estado |

Esse é o principal motivo para o Nintendo Wii dominar o mercado. Mas o grande problema dos jogos casuais é a falta de profundidade. Tirando os jogos da própria Nintendo, a maioria dos games que mira o público casual não tem substância, não passa de diversão vazia e escapista.

"Gears of War 2", lançamento da Microsoft para Xbox 360, veio para enterrar de vez o preconceito com os jogos casuais. Denso, intenso, com um visual inacreditável e personagens marcantes, o game oferece uma experiência tão rica pode ser considerado uma forma de arte interativa. Testamos - e terminamos - o game com exclusividade antes do lançamento. Será que "Gears of War 2" sobreviveu à expectativa?
ENCANTO DOS VETERANOS - É difícil um game impressionar nos dias de hoje. Graficamente, muitos jogos chegaram a um patamar tão alto que parecem reais. Mas sempre fica aquela sensação de visual sintético que acaba impedindo o jogador de experimentar a imersão total. E nunca um jogo conseguiu aliar interatividade marcante, boa história, ação frenética, personagens carismáticos e, o mais difícil, um grau de dificuldade crescente que não hostilize os jogadores novatos ao mesmo tempo em que desafie os veteranos de combate.

Alguns jogos conseguiram reunir alguns desses elementos, mas todos juntos, nunca.

Até "Gears of War 2" (GoW 2). É impressionante a facilidade com que se consegue entender o jogo. O game conta como um planeta muito parecido com a Terra se meteu em guerras internas pelo controle de um recurso energético que brotava do chão. Diferente do petróleo, a pasta viscosa que fluía era brilhante e violentamente mutagênica. Depois de quase esfacelar o planeta por ganância, a humanidade encontrou um problema maior: uma raça de estranhos humanóides emergiu de buracos e está determinada a extinguir a humanidade.

Ao mesmo tempo que GoW2 é um desafio sólido, do tipo que dá vontade de xingar descontroladamente de tão bom, ele é feito para ser apreciado por qualquer tipo de jogador, inclusive o gamer casual, nova vedete da indústria, após a chegada do Wii, da Nintendo.

Existe uma preocupação tão grande com o jogador novato que é possível tirar o sangue do jogo - que é substituído por faíscas - e até retirar os palavrões dos diálogos. E tudo isso sem prejudicar a essência do game - assim, GoW2 inclui mais um feito: aliar a facilidade do jogo casual a uma história que não tem nada de fofinha ou infantil.

GoW 2 reuniu um monte de referências de vários jogos - o game tem elementos de "Resident Evil 4", "Doom", "Call of Duty" e até "Panzer Dragoon" - , adicionou uma história sólida e ainda conseguiu embrulhar tudo em gráficos de qualidade espantosa. Em alguns momentos, a experiência é tão imersiva que é fácil esquecer que é apenas um jogo.

No primeiro Gears uma arma de destruição em massa foi deflagrada no subsolo, mas misteriosamente teve efeito contrário ao esperado: milhares de pessoas adoeceram e os agressores voltaram ainda mais cruéis e violentos.

Os controles do jogo são simples e objetivos. Há um botão para atirar, outro para mirar com precisão e apenas um botão para ações como rolar pelo chão, correr, pular sobre obstáculos e se proteger dos tiros. Como usa poucos botões simultaneamente, o jogo não é complicado para quem não está acostumado com o controle do Xbox 360.

Abrigar-se dos tiros inimigos é fundamental em "Gears of War 2". A chuva de chumbo é tão absurda que não dá para sobreviver sem planejar os movimentos. De trás de um abrigo, é possível dar tiros cegos, isto é, sem expor a cabeça aos tiros inimigos.

Uma novidade no game é o sistema de destruição do cenário. Vários pontos são destrutíveis com tiros. Por exemplo, um prédio apinhado de oponentes pode virar uma armadilha letal se você atirar em um reservatório de gás. Estruturas como colunas e muros são esmigalhados com uma chuva de tiros. Ficar encolhido em um canto só irrita os monstros, que destróem seu abrigo e partem pra cima.

A baioneta motorizada - uma espécie de serra elétrica presa na arma - é uma das melhores armas de se usar. Além de retalhar os oponentes, acontecem alguns duelos de serras, em que o jogador precisa apertar o botão de ataque mais rápido que o inimigo para não virar carpaccio. Simples e divertido. É reconfortante, como jogador de longa data, ver que é possível aproximar um game das massas sem comprometer sua integridade. Que venham mais games hardcores e casuais.

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