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É 1930 a conta-gotas, diz Conceição Tavares

A crise atual é comparável à de 1930 no tamanho e no estrago, mas os bancos centrais e os Tesouros, acertadamente, estão atuando para evitar uma recessão, ao contrário do comportamento dessas autoridades nos Estados Unidos naquela época, disse ao Estado a economista Maria da Conceição Tavares, ex-deputada federal pelo PT do Rio. Esta é uma crise de 30 a conta-gotas, afirmou.

Agência Estado |

"Estoura um, o Tesouro americano socorre. Estoura outro, o Fed socorre. Todos os bancos centrais estão injetando dinheiro."

Para ela, o Brasil "está blindado para essa crise", com as características que ela apresenta até agora, "basicamente financeira" e de "perda de trilhões de dólares em ativos". Conceição destaca, porém, que "ninguém sabe o que vai acontecer" - se a crise vai assumir outras características e levar o mundo à recessão. "A economia real não foi atingida ainda nem nos Estados Unidos. Foi no Japão e na Europa, mas ainda não teve queda de consumo nos EUA."

Ela está tranqüila com a situação do País. "Nunca estivemos tão bem. Em todas as crises externas sempre levamos uma pancada feia, mas desta vez não". Comenta que o Brasil está com bons indicadores externos, recursos fiscais do esforço extra ao superávit primário, reservas internacionais altas e os bancos brasileiros não tinham investido no tipo de ativo que provocou o início da crise.

"Derivativo é uma invenção do demo. Evidente que efeito dominó de todos que se meteram nessa brincadeira já está tendo, mas nós não nos metemos", afirmou. Para ela, "esta é uma crise de crédito e por esse lado pode bater no Brasil". Ela concordou com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo pode colocar recursos para dar liquidez caso necessário e observou que isso já esta acontecendo. "O BNDES vai precisar de dinheiro, porque a demanda para recursos para investimento está grande, e já estão dando", comentou, referindo-se à capitalização de R$ 15 bilhões que o Tesouro Nacional está fazendo na instituição federal.

A queda das commodities pode até ser benéfica para o controle da inflação, segundo Conceição. Ela considera possível que, por causa da crise, o Banco Central venha a reduzir a magnitude dos aumentos da taxa Selic, de 0,75 para 0,5 ponto percentual.

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