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O Comitê Nacional de Segurança dos Transportes (NTSB, na sigla em inglês) dos Estados Unidos está investigando o caso do voo que ultrapassou seu local de pouso em cerca de 240 quilômetros, devido a omissão de piloto e co-piloto.

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Segundo o NTSB, o Airbus A320 ficou incomunicável na noite de quarta-feira, quando voava a 37.000 pés (cerca de 11.300 metros) de San Diego, na Califórnia, gerando temores de que pudesse ter sido sequestrado.

O jornal Minneapolis Star-Tribune informou que quatro caças da Força Aérea americana foram deixados de prontidão para perseguir o avião antes que o contato fosse restabelecido.

O avião, que levava 147 passageiros, deveria pousar no aeroporto internacional de Minneapolis-St Paul. No entanto, o Airbus passou direto pelo local e continuou voando na direção nordeste por mais 150 milhas (241,35 km), até que o controle de tráfego aéreo do aeroporto conseguiu finalmente se comunicar com os pilotos.

De acordo com a FAA (administração aérea federal), piloto e co-piloto disseram ao FBI e à polícia do aeroporto que "estavam em uma discussão acalorada sobre as políticas da companhia aérea e perderam a noção da situação", mas o especialista Bill Voss, da "Flight Safety Foundation", acredita que um debate não seria o suficiente para explicar a passagem pelo local de pouso, e aponta como provável causa do incidente um cochilo da tripulação.

"Uma possibilidade real é o cansaço dos pilotos, que podem ter dormido, disse Voss, um ex-piloto, em referência ao rigor da escala de trabalho de certas companhias aéreas.

"Vamos saber realmente o que ocorreu após a NTSB ouvir a tripulação e analisar os registros", destacou Voss, que não acredita na versão da "discussão" na cabine.

O NTSB interrogará piloto e co-piloto na próxima segunda-feira, após analisar a conversa na cabine de comando registrada na caixa preta, revelou o porta-voz do órgão Ted Lopatkruck.

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