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BRASÍLIA - Após três semanas, a greve dos Correios chegou ao fim. Pelo menos 23 sindicatos da categoria, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentec), já haviam aprovado o término da greve até o fechamento desta edição do jornal Valor. Mesmo com a volta dos funcionários, a normalização dos serviços e entregas demorará cerca de dez dias, informou a assessoria dos Correios. Há quase 131 milhões de correspondências e encomendas acumuladas desde o dia 1º de julho.

Um acordo com os trabalhadores só foi possível no sábado, após reunião de oito horas da federação com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a quem a estatal está formalmente subordinada. Costa recebeu autorização expressa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para permitir que os dias de paralisação não sejam descontados. Eles serão compensados, mediante utilização de um banco de horas.

Numa negociação os dois lados precisam ceder, o que não vinha acontecendo. A greve deve ser a última alternativa depois de esgotadas todas as possibilidades de negociação. Quem perdeu foi a população brasileira , afirmou o ministro após a reunião.

Os Correios vão pagar 30% do salário-base para 43 mil carteiros que trabalham na distribuição e coleta externa, a título de adicional de periculosidade, retroativo a junho de 2008. Aos demais empregados que trabalham na distribuição e aos atendentes em guichê de agência, a empresa continuará pagando o valor fixo de R$ 260. Essa foi a quinta vez na última década em que houve greve dos carteiros - além deste ano, paralisações semelhantes ocorreram em 1997, 2003, 2005 e 2007.

(Daniel Rittner | Valor Econômico)

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