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SÃO PAULO - De um lado buscando se recuperar da queda de 4,57% registrada nos três últimos dias, apoiando-se principalmente nos papéis da Vale, e de outro de olho nas constantes preocupações com a situação europeia, o mercado acionário brasileiro teve um dia de grande volatilidade. O Ibovespa oscilou entre 63.533 e 65.

611 pontos e, no fim do pregão, virou a trajetória, encerrando a jornada com leve alta de 0,07%, aos 64.914 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 7,884 bilhões. Com a trajetória de hoje, o mercado brasileiro conseguiu descolar-se das bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, os índices, que haviam recuado menos que o Ibovespa ontem, fecharam o pregão novamente no vermelho. O Dow Jones registrou queda de 0,55%, aos 10.867 pontos, enquanto o Nasdaq teve perda de 0,91%, para 2.402 pontos, e o S & P 500 recuou 0,66%, aos 1.166 pontos. Nesta quarta-feira, os investidores voltaram a adotar cautela, ainda temerosos em relação a um contágio da crise grega a outros países europeus. A chanceler alemã Angela Merkel pediu hoje a congressistas alemães que aprovem rapidamente a parcela do auxílio do país à Grécia, de 22,4 bilhões de euros (US$ 29,3 bilhões). E depois de as agências de classificação de risco Standard & Poor´s e Fitch Ratings terem cortado a nota soberana de Portugal, a Moody´s colocou o rating de crédito do governo do país sob revisão para possível rebaixamento. No front americano, entretanto, foram divulgados sinais mais favoráveis sobre a evolução da economia. Levantamento feito pela ADP - empresa que processa folha de pagamento, e que serve como prévia dos números oficiais que serão divulgados na sexta-feira - mostrou que o setor privado não agrícola americano gerou 32 mil vagas entre março e abril, em uma base ajustada sazonalmente. "Os mercados em geral têm sofrido bastante com o problema na Grécia, tem muita gente achando que o pacote [de 110 bilhões de euros] poderá ser insuficiente para evitar que a crise se espalhe, e de que a Espanha, principalmente, seja o próximo país atingido. Mesmo vendo bons resultados corporativos, os investidores estão se pautando no cenário internacional", comentou o analista de investimentos da Omar Camargo Corretora, Luiz Augusto Pacheco. Entre as blue chips, após terem despencado 4,85% na sessão passada, as ações PNA da Vale subiram 2,43%, para R$ 44,20, com giro financeiro de R$ 1,387 bilhão. Os papéis ON da companhia ainda avançaram 2,49%, a R$ 50,59. A companhia divulga ainda hoje seu balanço trimestral. Já as ações PN da Petrobras acompanharam as commodities e cederam 0,75%, a R$ 30,21, com volume movimentado de R$ 893 milhões, enquanto os papéis ON da OGX Petróleo perderam 0,91%, a R$ 16,30, com giro de R$ 305,4 milhões. Depois da Vale, as maiores valorizações do Ibovespa foram lideradas pelos papéis ON da Rossi, com ganhos de 2,3%, a R$ 13,31, Redecard ON, com apreciação de 1,87%, a R$ 29,27, e Gol PN, com aumento de 1,62%, a R$ 23,15. Entre as maiores quedas do Ibovespa, destaque para Eletrobrás. Enquanto as ações PNB caíram 3,24%, a R$ 26,81, os papéis PN cederam 2,45%, a R$ 22,63. No setor de construção, as ações ON da PDG Realty recuaram 2,49%, a R$ 16. Fora do Ibovespa, o destaque ficou com as ações da Telebrás, que disparam depois de a empresa anunciar ontem que será a gestora do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Os papéis ON da Telebrás subiram 22,7%, para R$ 2,27, enquanto os PN avançaram 19,5%, para R$ 2,39, com giro de R$ 294,2 milhões. Na agenda de amanhã, destaque para os balanços da Gerdau, Cemig e Cyrela. (Beatriz Cutait | Valor)

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