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Após três quedas, dólar fecha em alta, a R$ 1,628

O dólar subiu ante o real, após três baixas consecutivas, acompanhando a correção das cotações no mercado de moedas. A sinalização do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, de que não está inclinado a elevar o juro, prevendo menor pressão sobre os preços, deu força ao dólar e às bolsas internacionais, enquanto os preços do petróleo e matérias-primas recuaram.

Agência Estado |

De olho nesse movimento, os investidores no mercado doméstico compraram a moeda americana. O fluxo cambial relativamente equilibrado ajudou na melhora do volume de negócios. O dólar subiu 1,12%, para R$ 1,628, tanto no caso do dólar comercial quanto no dólar negociado à vista na Bolsa de Mercadorias & Futuros.

Na abertura de sua apresentação no simpósio anual Jackson Hole do Fed de Kansas City, Bernanke disse que as autoridades do Fed apostam que a estabilidade dos preços das commodities (matérias-primas), junto ao menor crescimento global e manutenção do controle sobre as expectativas de inflação irão eventualmente reduzir a pressão sobre os preços. "Nesse sentido, a queda recente dos preços das commodities, assim como a maior estabilidade do dólar, são sinais encorajadores", afirmou. "Se não forem revertidos, esses fatores, junto ao ritmo de crescimento, que deve ficar abaixo do potencial por algum tempo, levará à moderação da inflação ao final deste ano e no próximo ano", observou Bernanke. Contudo, ele classificou a perspectiva para os preços de "altamente incerta" e disse que as autoridades "irão agir se necessário" para garantir que os preços fiquem sob controle, de acordo com informações da Dow Jones.

Em Nova York, o petróleo caiu 5,44%, para US$ 114,59 por barril, pressionado pela alta do dólar e pela informação de que a Rússia havia concluído a retirada de suas tropas da Geórgia. Os metais básicos recuaram hoje, embora a maioria deles tenham encerrado a semana muito mais fortes do que na segunda-feira. Às 16h43 (de Brasília), o euro recuava 0,64%, a US$ 1,4774.

O fluxo cambial tendeu ao positivo no mercado à vista e permitiu uma melhora do volume de negócios. "Houve pelo menos uma saída de cerca de US$ 150 milhões da Petrobras, que foi contrabalançada por uma entrada de US$ 200 milhões relativa a um pré-pagamento de exportação de uma empresa do setor de papel e celulose, além de outro ingresso de US$ 30 milhões de uma refinaria da Petrobras no sul do País", apurou um operador de um banco estrangeiro. Segundo ele, o mercado cambial está operando no giro de curtíssimo prazo e colado ao movimento externo do euro e das commodities. Por isso, afirma, a expectativa é de mais volatilidade na próxima semana. O giro financeiro total à vista cresceu 226%, para cerca de US$ 4,906 bilhões.

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