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Após três dias de alta, dólar registra queda nesta terça; Bovespa opera em alta

SÃO PAULO - Depois de três dias seguidos de alta, o dólar encerra a terça-feira em baixa contra o real, acompanhando o movimento dos mercados acionários globais. A moeda norte-americana encerrou o dia com uma queda de 0,30%, cotada a R$ 2,321.

Redação com agências |

 

 

Segundo o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, a formação da taxa de câmbio reflete bem o efeito calendário, pois normalmente o começo de mês é marcado por baixa negociação, fator agravado pela persistente escassez de linhas de crédito externo.

Ainda de acordo com o especialista, o dólar também apresentou pouca variação sobre outras moedas, mas, ainda assim, perdeu valor para o euro e para o iene.

Segundo Batistel, a tendência para o dólar ainda é de alta, com a taxa buscando acomodação na casa dos R$ 2,40. Justificando sua expectativa, o gerente aponta para o saldo comercial de janeiro, que foi negativo em US$ 518 milhões, marcando o primeiro resultado negativo desde março de 2001.

Batistel pondera que os saldos caíram no mundo todo e que janeiro é um mês atípico, mas a questão é que a pauta de exportação brasileira ainda é composta por produtos primários, que continuam menos demandados no exterior e com preços deprimidos.

Por outro lado, as importações devem sofrer menos, pois parte dos insumos trazidos de fora abastecem a indústria ou são utilizados para processar as próprias exportações. Tal cenário pode mudar a partir de maio/junho, com o ingresso da safra agrícola.

O especialista também chama atenção para a renovação da linha de swap do Banco Central com o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). A linha de US$ 30 bilhões, que venceria em 30 de abril, foi prorrogada até 30 de outubro, o que pode significar maior oferta de crédito externo.

Bolsa de Valores

Os investidores acentuam o movimento comprador na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que retoma os 39 mil pontos. Por volta das 14h30, o Ibovespa registrava alta de 2,27%, aos 39.543 pontos, com giro financeiro em R$ 1,72 bilhão.

As compras ganharam força conforme Nova York firmou posição em território positivo. Superando a instabilidade do começo do dia, o Dow Jones apontava alta de 0,80%, enquanto o Nasdaq subia 0,69%. Os investidores deixaram de lado alguns balanços corporativos negativos e buscam recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos três pregões.

Com as bolsas firmando alta, o dólar volta a perder valor ante o real. Há pouco, a divisa perdia 0,38%, negociada a R$ 2,315 na venda. Próximo das 13 horas, o Banco Central efetuou leilão no mercado à vista, colocando moeda a R$ 2,324.

Liderando os ganhos dentro do Ibovespa, Vale PNA aumentava 4,07%, a R$ 28,88. A mineradora ganhou recomendação do UBS. Forte alta para Petrobras PN, que subia 2,75%, a R$ 25,37.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN apontava alta de 5,11%, valendo R$ 15,61, CSN ON subia 2,44%, para R$ 36,06, e Usiminas PNA ganhava 1,20%, a R$ 28,45.

Entre os bancos, destaque para o papel ON do Banco do Brasil, que tinha acréscimo de 3,56%, a R$ 14,25. Com menos firmeza, Bradesco PN aumentava 0,29%, a R$ 20,29, e Itaú PN avançava 1,05%, a R$ 22,90.

Na ponta vendedora, Sadia PN caía 2,35%, para R$ 3,31. América Latina Logística unit recuava 2,06%, para R$ 8,53. B2W Varejo ON perdia 1,68%, a R$ 23,35. 

(Com informações do Valor Online) 

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