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Após tombo de 6 pontos em 2008, relação dívida/PIB de cair a 35%

BRASÍLIA - Ao fechar o ano passado com um recuo de 6 pontos percentuais sobre 2007, e atingir o menor patamar dos últimos 12 anos, a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) deve cair de 36% para 35% em 2009. A previsão é do Banco Central (BC), ao divulgar hoje que houve um recuo de R$ 81 bilhões no estoque da dívida líquida, que ficou em R$ 1,069 trilhão em dezembro, ante R$ 1,150 trilhão no ano anterior, equivalente a 42% do PIB.

Valor Online |

"Essa trajetória cadente da dívida é muito positiva, depois de ter atingido 56% do PIB em setembro de 2002, por exemplo", comentou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Ele admite que "a depreciação cambial" decorrente da crise mundial após setembro "contribuiu para essa melhora no indicador, diante da grande parcela de ativos indexados ao câmbio" nesta conta.

A redução de R$ 81 bilhões da dívida pública foi gerada pelos seguintes componentes. Contribuíram para a queda do endividamento: a variação cambial (R$ 98,8 bilhões); a paridade das moedas que compõem a dívida (R$ 26,2 bilhões); e o superávit primário do setor público (R$ 118 bilhões). Contrabalançaram esse efeito a conta de juros de R$ 162,3 bilhões e mais R$ 600 milhões em outros fatores que elevaram a dívida.

Lopes citou que para cada 1% de oscilação na taxa de câmbio em 2008, o impacto foi de 0,15 ponto percentual do PIB na dívida, em sentido contrário. Se o preço do dólar sobe, portanto, a dívida cai.

Para 2009, a autoridade monetária espera que a relação dívida versus PIB fique em 35%, considerando um esforço fiscal em 3,8% do PIB, a variação real do próprio PIB sobre 2008 em 3,2%, o resultado nominal deficitário em 1% do PIB, além de variáveis de mercado, como o juro básico médio em 12,4% ao ano, a taxa de câmbio em R$ 2,25 em fim de período e a variação do IGP-DI em 5,5%.

Lopes não quis comentar sobre as expectativas negativas para a arrecadação do governo, que deve afetar o desempenho das contas públicas. Mas, segundo ele, tudo indica que o governo deve seguir com o ajuste fiscal verificado até agora.

Ele projeta o déficit nominal de 1% do PIB este ano, ante 1,53% em 2008. Se alcançado, será a melhor marca para o resultado nominal do governo e, segundo Lopes, "não será surpresa" se em 2010 for registrado déficit nominal zero.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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