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Após superar R$ 1,85, dólar fecha o dia a R$ 1,82

O mercado cambial doméstico continuou sob efeito do processo de desmonte global de investimentos com a crise financeira nos EUA e fechou hoje com o dólar valorizado em relação ao real - mas longe das taxas máximas do dia, quando atingiu R$ 1,855. No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial encerrou em alta de 0,33% a R$ 1,82.

Agência Estado |

Na mínima do dia, foi negociado a R$ 1,8170. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociados nos contratos de liquidação à vista subiu 0,66%e fechou a R$ 1,819. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios no câmbio somava aproximadamente US$ 1,489 bilhão, por volta das 16h45.

A decisão do banco central americano (Fed) de manter o juro básico no país em 2% ao ano teve um impacto inicial de alta no câmbio doméstico, por volta das 15h15, quando foi anunciada, mas, em seguida, o dólar retomou o nível em que era negociado antes. De acordo com Hélio Ozaki, gerente de câmbio no Banco Rendimento, de certa forma, existia a expectativa de que haveria um corte de juros nos EUA para aliviar os custos de financiamento. "Como não houve, o mercado deu uma 'puxada' nas cotações. Mas, na seqüência, a moeda voltou ao nível anterior à decisão", notou.

Parte do alívio também foi creditada a rumores de que o BC americano estaria considerando um pacote de crédito para dar suporte financeiro à seguradora American International Group (AIG), a maior dos Estados Unidos. "A decisão do Fed decepcionou o mercado, mas cerca de 30 minutos depois informações sobre uma possível ajuda à AIG proporcionaram algum alívio e o dólar desacelerou a alta em relação ao real", observou o vice-presidente da tesouraria do banco WestLB no Brasil, Alexandre Ferreira.

O Fed de Nova York recusou-se a comentar reportagens de que a seguradora AIG estaria recebendo algum tipo de ajuda da autoridade monetária, como parte de um esforço para salvar a companhia. Mais cedo, o Fed havia reiterado que as reuniões para discutir o futuro da AIG continuam.

No mercado global de moedas, o dólar se fortaleceu em relação às principais divisas, como o euro, que cedia a US$ 1,4127 às 17 horas, de US$ 1,4299 no final da tarde de ontem.

O Banco Central brasileiro não realizou leilão de compra no mercado à vista - pela quarta sessão consecutiva. Em entrevista ao Jornal da Globo, ontem à noite, o presidente do BC, Henrique Meirelles, explicou que desde 2004 a instituição vinha comprando dólares para aumentar as reservas e, assim, melhorar a resistência do País contra a crise. Mas, recentemente, optou por suspender a compra da moeda americana a fim de não adicionar ainda mais volatilidade ao mercado. Meirelles admitiu, entretanto, que se houver necessidade, o BC poderá vender dólares ao mercado. "Se o BC julgar que isso possa ser importante para manter os mercados funcionando por algum problema de liquidez específica", afirmou.

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